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Paraquedista arrastado pelo vento em Manaus relata desespero: ‘Vento me jogou a 6 mil pés’

Por Portal Do Holanda

20/04/2022 11h56 — em
Manaus


Foto: Reprodução Instagram

Manaus/AM - O engenheiro Alank Batista Viana, que fazia parte do grupo de paraquedistas que foi levado pela ventania durante a forte chuva da última sexta-feira (18), contou detalhes de como o tempo mudou repentinamente durante o salto e como sobreviveu ao cair na varanda de uma casa no bairro Compensa.

Alank afirmou em entrevista à Rede Amazônica, que o clima estava oscilando entre sol e chuva, e que o grupo considerou que o tempo estava propício para fazer o salto, mas como houve uma mudança muito rápida, ninguém que estava na aeronave percebeu o tempo fechado.

Ele também afirma que o avião só é autorizado a subir pelo Aeroclube e que para isso precisa que todos os instrutores estejam seguros sobre as condições do tempo.

As 12 pessoas que saltaram estavam divididas em dois grupos, e Alank foi a quarta pessoa a pular do segundo grupo. Segundo ele, enquanto comandava o paraquedas acima do Aeroclube, o engenheiro viu todo mundo pousando, quando foi surpreendido por uma nuvem que foi em sua direção em alta velocidade.

"Foi quando a chuva me pegou muito forte e jogou pra cima. Aí eu senti que tinha alguma coisa errada. Esse foi um momento de desespero, mas na sequência pensei: "Calma, você é treinado e sabe o que fazer" e foi um mix para manter o equilíbrio do treinamento com o desespero".

Alank conseguiu desviar de uma subestação de energia e pousou na varanda de uma residência de dois andares, no bairro Compensa, na Zona Oeste, e foi resgatado por moradores da região.

"Quando eu tiro novamente o visual, eu estava na Compensa, eu vi o rio e, novamente, continuei o procedimento para descer em velocidade só que fiquei com medo de continuar porque o movimento do vento já estava ao contrário, não estava me jogando pra cima, estava me jogando para baixo, numa velocidade muito grande", disse.

“Eu estava me aproximando do solo quando veio um vento e me jogou de 1.800 pés para 6 mil pés. Então é uma distância muito grande e manter a calma é difícil, porque você tá subindo e não sabe quando que vai parar de subir”, disse.

No mesmo dia, o paraquedista Felipe Frias Gomes foi resgatado por um grupo de pescadores nas proximidades da Ponte Rio Negro.

No sábado (19), o corpo da paraquedista Ana Carolina Silva, de 27 anos, foi encontrado no Cacau Pirêra, a 10km de distância do Aeroclube.

O paraquedista Luiz Henrique Cardelli segue desaparecido.

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