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AGU busca suspender ações judiciais para agilizar ressarcimento de aposentados do INSS

AGU busca suspender ações judiciais para agilizar ressarcimento de aposentados do INSS
AGU busca suspender ações judiciais para agilizar ressarcimento de aposentados do INSS

A Advocacia-Geral da União (AGU) deu um passo importante esta semana ao recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a suspensão de ações judiciais relacionadas ao ressarcimento de aposentados do INSS que foram vítimas de fraudes. O objetivo principal da AGU é centralizar e otimizar o processo de devolução dos valores e a punição dos responsáveis, evitando uma enxurrada de processos individuais que poderiam atrasar o desfecho para os beneficiários lesados. A medida visa garantir um ressarcimento mais ágil sem a necessidade de intervenção judicial por parte dos aposentados.

Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, o ministro da AGU, Jorge Messias, revelou que já foram bloqueados quase R$ 3 bilhões de entidades e pessoas envolvidas nas fraudes. Ele destacou que mais de 3 milhões de aposentados e pensionistas já buscaram o INSS para apresentar suas contestações nos últimos 30 dias, seja pelo site Meu INSS, telefone 135 ou agências dos Correios. Segundo o ministro, a suspensão das ações judiciais é crucial para evitar a litigância excessiva, reforçando a mensagem de que o governo está empenhado em realizar o pagamento sem que os beneficiários precisem acionar a Justiça.

A ação no STF busca, sobretudo, a validação jurídica do plano de ressarcimento proposto pelo governo federal. Com a autorização do Supremo, a AGU pretende expedir um crédito extraordinário e apresentar um calendário de pagamentos aos aposentados e pensionistas que já tiveram seus valores confirmados, inclusive com correção monetária. Messias enfatizou que o governo tem todo o interesse em integralizar o ressarcimento de forma ordenada, garantindo que o dinheiro, proveniente de recursos da União, chegue aos beneficiários de maneira célere.

"Nós precisamos ter a autorização do Supremo Tribunal Federal para que esse pagamento seja realizado de forma segura e célere a essas pessoas, porque nós identificamos que muitos aposentados já foram à Justiça, e não é necessário ir à Justiça, porque o Governo Federal já está garantindo que o pagamento será feito com recursos da União. E nós, obviamente, buscaremos integrar o ressarcimento de cada centavo pago pelo contribuinte, pela sociedade, dessas entidades fraudulentas.", explicou o ministro.

Além da garantia de ressarcimento com recursos federais, a AGU está ativamente buscando a responsabilização dos fraudadores. O ministro confirmou que, desde o início das investigações, foram bloqueados bens de 12 entidades, 6 consultorias e 4 pessoas físicas diretamente envolvidas no esquema fraudulento, totalizando os quase R$ 3 bilhões já mencionados. A expectativa é que esse valor de bens bloqueados possa aumentar à medida que as investigações progridem, com a AGU trabalhando em conjunto com a Controladoria-Geral da União para novos pedidos de bloqueio.

Messias reiterou o compromisso do governo em ressarcir integralmente os valores descontados indevidamente e em punir os responsáveis criminal, administrativa e civilmente. Ele assegurou que o processo de ressarcimento não prescreverá, uma vez que a AGU solicitou a suspensão da prescrição para proteger os direitos dos aposentados. Essa medida garante que, mesmo com a suspensão das ações judiciais, o direito ao ressarcimento não será perdido.

A AGU montou um grupo especial para modelar juridicamente todo o processo, e na próxima semana, um lote de informações de pessoas a serem beneficiadas com o pagamento será apresentado, aguardando apenas a decisão do STF para iniciar os pagamentos. A expectativa é que o ressarcimento administrativo seja a forma mais prática, célere e segura para os aposentados receberem seus valores, sem a necessidade de buscar a via judicial.

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