Empresariado aposta em crescimento do PIB após acordo Mercosul-União Europeia
Entidades do empresariado brasileiro comemoraram a aprovação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, concluído após 25 anos de negociações. O texto recebeu aval do bloco europeu nesta sexta-feira (9), ao atingir o apoio mínimo de Estados-membros e população exigidos. A expectativa é de ampliação de mercados, atração de investimentos e impacto positivo no PIB.
Segundo a Agência Brasil, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou o acordo como estratégico para a inserção internacional do Brasil e o fortalecimento da indústria. Segundo a entidade, a União Europeia respondeu por 14,3% das exportações brasileiras em 2024, com geração relevante de empregos, renda e produção. A CNI também destaca o potencial de expansão comercial com países do Leste Europeu, especialmente em indústria e tecnologia.
Associações setoriais apontam ganhos específicos. A Abiquim vê o acordo como um marco para reposicionar a indústria química em cadeias globais de maior valor agregado, com estímulo à inovação, sustentabilidade e investimentos em bioeconomia e energia limpa. Já a Abinee projeta aumento de 25% a 30% nas exportações do setor eletroeletrônico para a UE no médio prazo, além de maior diversificação de fornecedores.
Federações industriais como Fiesp, Firjan e Fiemg avaliam o acordo de forma positiva, embora ressaltem a necessidade de cautela na implementação. A Fiesp destaca que o texto não é perfeito, mas pode transformar as relações comerciais entre os blocos, enquanto Firjan aposta em crescimento do PIB industrial. A Fiemg ressalta benefícios para setores exportadores, como mineração e siderurgia, mas alerta para impactos sobre segmentos mais sensíveis à concorrência externa e às exigências regulatórias.
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