A União Europeia aprovou nesta sexta-feira (9) o acordo comercial com o Mercosul, após mais de duas décadas de negociações. O tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 720 milhões de consumidores.
O pacto prevê a redução de tarifas e a ampliação do acesso a mercados, beneficiando setores como automóveis, vinhos e produtos agrícolas. Países do Mercosul terão maior espaço para exportar carne bovina, aves e grãos, enquanto a indústria europeia ganhará mais oportunidades na América do Sul.
Apesar da aprovação, o acordo enfrenta resistência de agricultores europeus, especialmente na França e na Irlanda, que temem prejuízos para o setor agrícola local. Para atender às críticas, foram incluídas cláusulas ambientais e sociais, exigindo compromissos de sustentabilidade e respeito a normas trabalhistas.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deve viajar ao Paraguai, que ocupa a presidência rotativa do Mercosul, para formalizar a assinatura. Depois disso, o tratado ainda precisará passar por processos de ratificação nos parlamentos nacionais dos países envolvidos.
O acordo é considerado histórico e deve impulsionar o comércio entre os blocos, mas sua implementação dependerá da capacidade de equilibrar interesses econômicos com compromissos ambientais.

