Investigação liga PCC a esquema bilionário de fraude no Banco Master
Uma denúncia do Banco Central ao Ministério Público Federal aponta que quatro fundos investigados por ligação com o crime organizado participaram de um esquema de fraude envolvendo o Banco Master. Segundo o BC, as operações teriam sido usadas para inflar artificialmente ativos e permitir que recursos retornassem ao controle do dono do banco, Daniel Vorcaro, e de diretores da instituição.
De acordo com a apuração, os fundos suspeitos eram administrados pela Reag DTVM, empresa envolvida na Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro ligada à máfia dos combustíveis e ao PCC. O Banco Central estima que o volume de transações sob suspeita chegue a R$ 11,5 bilhões.
O esquema, segundo técnicos do BC, funcionava por meio de empréstimos do banco a empresas, que aplicavam o dinheiro em fundos. Esses fundos compravam ativos de baixíssima liquidez por valores muito acima do real, inflando o patrimônio e simulando aportes de capital suficientes para manter o banco em operação.
O Banco Central afirma haver indícios de crimes contra o sistema financeiro e falhas graves na gestão de riscos, o que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro. O caso também foi levado ao Tribunal de Contas da União, onde ainda é analisado.
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