Dono do Banco Master diz ao STF que não financiou campanha contra o BC
A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele não tem participação em ataques virtuais contra o Banco Central após a liquidação da instituição. No pedido, os advogados solicitam a abertura de investigação para apurar a disseminação de fake news e crimes contra a honra.
Segundo a defesa, a apuração é necessária para comprovar que Vorcaro não tem relação com críticas ao BC que se intensificaram nas redes sociais em dezembro, após a decisão que decretou a liquidação do banco, hoje investigado pela Polícia Federal.
Relatos de influenciadores e de um vereador, no entanto, apontam propostas financeiras para defender o Banco Master e atacar o Banco Central. Um criador de conteúdo afirmou ter recebido R$ 7,8 mil por um post crítico ao BC, enquanto o vereador Rony Gabriel (PL-RS) disse ter recusado um contrato milionário com esse objetivo.
Segundo a colunista Andréia Sadi, da GloboNews, a Polícia Federal deve investigar se houve uma ação coordenada para difamar o Banco Central. A Federação Brasileira de Bancos também identificou aumento expressivo de ataques à autoridade monetária após a liquidação do Master.
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