O ex-presidente Jair Bolsonaro realizou, nesta quarta-feira (7), uma série de exames na cabeça após sofrer uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele foi levado a um hospital particular da capital para avaliação médica, depois de apresentar um mal-estar durante a madrugada.
Segundo a defesa, Bolsonaro passou por tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma. Os exames foram solicitados pelos advogados e autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O objetivo é avaliar possíveis consequências do impacto sofrido com a queda.
De acordo com o cirurgião Claudio Birolini, responsável pelo acompanhamento do ex-presidente, o quadro foi classificado como um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve. A tomografia é utilizada para identificar fraturas e sangramentos, enquanto a ressonância permite uma análise mais detalhada do cérebro e de possíveis lesões neurológicas. Já o eletroencefalograma avalia a atividade elétrica cerebral.
A queda ocorreu seis dias após Bolsonaro receber alta médica, depois de procedimentos para tratar uma hérnia e um quadro persistente de soluços. Conforme apuração da TV Globo, ele não acionou imediatamente os agentes da Polícia Federal após o acidente, e a lesão só foi identificada no dia seguinte.
Inicialmente, a Polícia Federal informou que o atendimento médico apontou ferimentos leves e indicou apenas observação. Posteriormente, o órgão esclareceu que qualquer encaminhamento hospitalar dependeria de autorização do STF. Após a realização dos exames, o ex-presidente permaneceu sob acompanhamento médico para monitoramento do quadro clínico.

