Falta de respeito a uma pessoa de bem
Caros leitores, iria escrever hoje sobre a tarefa legislativa, porém paro para registrar tipo de comportamento que não contribui no sentido da respeitabilidade da imprensa, cuja consciência no Brasil, felizmente vem aumentando o rigor contra desvios de profissionais os seus verdadeiros compromissos, vide o caso do banco Master esta semana. O jornalista para cumprir o papel que as leis das sociedades livres lhe outorgam, há de ser sempre fiel aos fatos e a verdade. Do contrário, trai a confiança popular e renega o dever assumido, num processo típico de apostasia profissional.
O episódio que chamou minha atenção, e fez com que dedicasse meu espaço a esse comentário, refere-se a matéria do programa Fantástico da Rede Globo, exibido no último domingo, sobre a “cocaína preta”, encontrada na residência de Liege Aurora Cruz. Quem conhece Liege, sabe de sua vida de empresária, e de sua idoneidade moral, exposta ao Brasil como proprietária não só do imóvel, mas do conteúdo de drogas de seu caseiro que está preso, em que Liege, não tinha o menor conhecimento de que o puxadinho da casa do caseiro, era o depósito de drogas, e escondido em quadros e poltronas.
Sendo a franqueza a mais incontrolável das qualidades de Liege, não foi sem penas que angariou o cacife moral que acumulou. Liege, acumula os predicados de honestidade, coerência e franqueza, e jamais participaria de qualquer ato desonesto, principalmente, no que se refere a drogas.
Mas este artigo, não é para elogiar as qualidades de Liege, mas sim para alertar, que a precipitação e a falta de rigor, são vírus que ameaçam a qualidade informativa. A manchete de impacto, oposta ao fato ou fora do contexto da matéria, transmite ao leitor ou telespectador o desconforto de um logro. A apreensão das drogas é um papel da polícia, e louva-se o trabalho investigativo, mas expor com foto, com inverdades, dizendo que a proprietária estava foragida, é de uma perversa patologia, tornando-se um jornalismo insosso.
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