"Pequei": Moradora admite que espalhou informação falsa sobre agressão ao cão Orelha
Uma moradora admitiu em depoimento à polícia que foi responsável pela primeira publicação que mencionava um suposto vídeo de agressão ao cão Orelha, registro que, segundo as investigações, nunca existiu. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após a divulgação da informação falsa. “Partiu de mim o post, só que eu não imaginei que fosse repercutir tanto”, declarou.
De acordo com o depoimento, a mulher afirmou que a história teria surgido após o comentário de uma conhecida em uma rede social. Essa pessoa teria dito que um porteiro filmou adolescentes agredindo o animal e que depois teria sido ameaçado por familiares dos jovens. A moradora, no entanto, reconheceu que não checou a veracidade do relato antes de publicar. “Eu não deveria ter acreditado nela”, disse.
A mulher também relatou que passou a se preocupar quando percebeu que a publicação havia viralizado e poderia gerar represálias. “Quando eu comecei a perceber que o post tinha viralizado e começaram a falar de represálias às crianças, eu não acho certo isso”, afirmou. Questionada pela polícia, ela confirmou que nunca viu o suposto vídeo.
O caso do cão Orelha é investigado como maus-tratos seguidos de morte. O animal, que vivia de forma comunitária na Praia Brava, foi encontrado ferido no dia 5 de janeiro e morreu após atendimento veterinário. Um laudo indireto apontou que a causa da morte foi um golpe na cabeça com objeto contundente. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público, e a Polícia Civil solicitou a internação de um adolescente.
A defesa do menor investigado contesta as conclusões e afirma haver fragilidades no material reunido. “O Estatuto da Criança e do Adolescente não prevê isso. É um absurdo”, disse o advogado, ao criticar o pedido de internação. A polícia, por sua vez, sustenta que há contradições no depoimento do adolescente e que as apurações continuam.
Veja também
ASSUNTOS: Brasil