Contradições: câmeras mostram suspeito de matar Orelha voltando da praia
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu que o adolescente indiciado pela morte do cão comunitário Orelha apresentou diversas contradições em seu depoimento. Ele afirmou ter permanecido dentro do condomínio na madrugada do crime, mas as imagens de câmeras de segurança mostraram o jovem saindo e retornando ao local, confirmando sua presença na Praia Brava por volta das 5h30, quando o animal foi agredido.
Além disso, roupas e testemunhas reforçaram a versão de que ele estava na cena. Outro ponto que chamou atenção foi a ação de familiares para tentar ocultar provas. Durante a abordagem no desembarque, após o adolescente antecipar o retorno ao Brasil, um parente tentou esconder um boné rosa dentro da bolsa.
Na revista da mala, houve comportamento suspeito ao afirmar que um moletom rosa havia sido comprado durante a viagem, quando na verdade as peças já haviam sido usadas pelo jovem no dia da agressão. Esses itens foram apreendidos e comparados com as imagens analisadas pela polícia, confirmando a ligação direta com o caso.
A investigação analisou mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança, além de ouvir 24 testemunhas no caso. O delegado Renan Balbino destacou que o adolescente “se contradisse em diversos momentos e omitiu fatos importantes”, o que reforçou o pedido de internação provisória.
Veja também
ASSUNTOS: Brasil