Laudo reforça crueldade e derruba versão de acidente na morte do cão 'Orelha'
O laudo veterinário e os relatos apresentados em reportagem exibida neste domingo (1º) trouxeram novos detalhes sobre a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis (SC). O médico-veterinário Derli Royer, responsável pelo atendimento de emergência do animal, descreveu o estado em que o cachorro chegou à clínica e reforçou a suspeita de maus-tratos intencionais, afastando a hipótese de acidente.
Segundo o profissional, o animal apresentava sinais graves de agressão e chegou em estado crítico. Ele relatou que Orelha estava em choque, com múltiplas lesões e praticamente sem प्रतिक्रिया. A equipe tentou procedimentos de estabilização, incluindo hidratação e manobras de reanimação, mas os ferimentos, principalmente na região da cabeça, eram severos.
“Lesões na cabeça, no olho, principalmente no lado esquerdo, e desidratado, sem quase nenhum movimento, não tinha reflexo”, afirmou o veterinário. Ele acrescentou que, apesar dos esforços, o quadro era irreversível. “Ele veio a óbito logo em seguida”, disse. Ao ser questionado se os traumas poderiam ser resultado de um acidente, foi categórico: “Uma agressão. Descarto um acidente”.
A morte de Orelha, cão dócil que vivia na região da Praia Brava e era cuidado por moradores, provocou comoção e protestos. O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura suspeita de crueldade extrema contra o animal. A repercussão mobilizou a comunidade local e ampliou o debate sobre punições em casos de maus-tratos a animais.
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