Pai de adolescente envolvido no caso do cão 'Orelha' quebra silêncio: "Se fez, tem que responder"
O pai de um dos adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha afirmou que o filho deve ser responsabilizado caso a participação no crime seja comprovada. “Se ele fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder”, declarou em entrevista exibida pelo Fantástico. O caso, ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis, mobilizou moradores e autoridades após o animal ser encontrado gravemente ferido e não resistir.
A Polícia Civil apura a suspeita de maus-tratos com possível envolvimento de adolescentes. Segundo a investigação, dois dos quatro jovens apontados como suspeitos retornaram recentemente dos Estados Unidos, onde estavam em viagem escolar. Ainda no aeroporto, os celulares deles foram apreendidos. “Os aparelhos estão com a Polícia Científica, que faz a extração das informações para verificar se há novos elementos”, explicou o delegado Renan Balbino.
As autoridades informaram que já ouviram mais de 20 testemunhas e analisam cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança da região. Apesar do volume de material, a polícia admite dificuldades. “Não há imagem do momento exato da agressão”, afirmou uma das delegadas do caso. “Temos um conjunto de indícios convergentes, e o desafio é montar esse quebra-cabeça para esclarecer o que aconteceu.”
O pai do adolescente também cobrou cautela diante das acusações. “Até agora só foram acusações e não apresentaram nada. A gente quer justiça tanto quanto as outras pessoas”, disse. O advogado de duas famílias reforçou que eventuais responsabilizações devem ocorrer “na medida da culpabilidade”. Por envolver menores de idade, as identidades dos investigados são preservadas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente.
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