Defesa divulga vídeo de Orelha vivo e contesta acusações da polícia
A defesa do adolescente acusado de maus-tratos contra o cão Orelha apresentou um vídeo em que o animal aparece andando pela rua supostamente após as agressões denunciadas, contestando a versão da acusação.
Segundo os advogados, as imagens indicariam que o cachorro não sofreu as lesões graves atribuídas ao jovem, reforçando a tese de que não houve violência nos termos relatados. A defesa sustenta que o vídeo deve ser considerado como prova para reavaliar a denúncia.
“Seria muito leviano afirmar o exato momento em que o cachorro teria sido morto. O período em que ele desapareceu é muito longo”, disse advogado Alexandre Kale.
A delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pelo caso, confirmou que o vídeo é verdadeiro, mas explicou que o cão não morreu imediatamente. De acordo com ela, Orelha apresentou piora progressiva e os ferimentos se tornaram fatais dois dias depois. A versão foi confirmada por peritos, que apontaram que o quadro clínico do animal se agravou ao longo dos dias.
“Em nenhum momento a Polícia Civil confirmou a versão de que esse animal teria sido agredido até a morte. Desde o início das investigações, por meio de testemunhas, de pessoas que viram o animal machucado no dia 4 e de pessoas que o resgataram no dia 5", enfatiza a delegada.
O caso segue em análise pela Justiça, que deverá avaliar a autenticidade do vídeo e sua relevância para o processo. Enquanto isso, entidades de proteção animal acompanham as investigações e cobram rigor na apuração.
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