Metanol age como álcool comum no início, mas pode matar em até 48 horas; entenda
A ingestão de bebidas adulteradas com metanol pode parecer inofensiva nas primeiras horas, mas rapidamente evolui para um quadro grave, com risco de cegueira e morte. Nos estágios iniciais, o corpo interpreta o metanol de forma semelhante ao etanol, presente em bebidas comuns, e os sintomas podem se confundir com uma bebedeira: náuseas, tontura, dor de cabeça e mal-estar geral.
Entre 12 e 24 horas após a ingestão, o fígado metaboliza o metanol em formaldeído e ácido fórmico, substâncias altamente tóxicas que atacam principalmente os olhos e o sistema nervoso central. Os primeiros sinais graves incluem visão borrada, fotofobia e sensação de enxergar pontos luminosos. A acidose metabólica se instala, causando fraqueza, confusão mental e sobrecarga nos órgãos vitais.
Após 48 horas, a intoxicação pode evoluir para falência múltipla. O ácido fórmico compromete o funcionamento do coração, pulmões e rins, e a perda visual pode se tornar irreversível. Especialistas alertam que cada hora conta: quanto mais cedo iniciado o tratamento, maiores as chances de recuperação.
O tratamento envolve antídotos como fomepizol ou etanol para bloquear a metabolização tóxica e, em casos graves, hemodiálise para remover rapidamente o metanol e seus metabólitos do organismo. Autoridades de saúde reforçam que apenas exames laboratoriais podem confirmar a presença da substância em bebidas alcoólicas adulteradas.
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