Governo nega saber de contrato de Lewandowski com Banco Master
O Palácio do Planalto afirmou que não tinha conhecimento prévio sobre o contrato firmado entre o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o Banco Master, instituição ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disseram que a informação não foi apresentada ao governo antes da nomeação do ex-ministro e minimizaram o impacto político do caso.
Nos bastidores, integrantes do governo buscam reduzir a repercussão do episódio após a revelação de que o escritório de advocacia de Lewandowski prestou consultoria ao banco. Segundo relatos obtidos pela imprensa, a existência do vínculo é apontada por interlocutores como um dos fatores que teriam acelerado a saída do ex-ministro do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, deixado por ele no último dia 10 de janeiro.
Após a divulgação do caso, Lewandowski confirmou, por meio de nota, que prestou serviços ao Banco Master, mas não detalhou o período exato do contrato. No Planalto, ministros defendem que não houve conflito de interesse, sob o argumento de que o vínculo profissional teria sido encerrado antes da posse no ministério.
O episódio ocorre em meio a outros desdobramentos envolvendo o banco. O presidente Lula se reuniu fora da agenda com Daniel Vorcaro, mas, segundo apuração, teria sinalizado que eventuais questões relacionadas à instituição financeira devem ser tratadas pelo Banco Central, sem interferência direta do governo federal.
Apesar do desgaste, a avaliação de ministros é que o governo não adotará postura defensiva. A orientação atribuída ao presidente é reforçar a independência de órgãos como a Polícia Federal e o Banco Central, sustentando que não há irregularidades comprovadas enquanto as investigações sobre o caso seguem em andamento.
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