Técnico de enfermagem suspeito de matar pacientes no DF alegou "aliviar a dor" das vítimas
Três técnicos de enfermagem foram presos suspeitos de envolvimento na morte de pacientes em um hospital de Taguatinga, no Distrito Federal. O caso foi detalhado em reportagem exibida pelo programa “Fantástico”, da TV Globo, que mostrou os bastidores da investigação conduzida pela Polícia Civil. Segundo o delegado responsável, um dos investigados afirmou em depoimento que teria agido para “aliviar a dor” das vítimas.
De acordo com a polícia, o principal suspeito é Marcos Vinícius Silva Barbosa, de 22 anos. As investigações apontam que ele teria aplicado substâncias como cloreto de potássio e até desinfetante diretamente na veia de pacientes internados. Outras duas técnicas de enfermagem, Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, e Amanda Rodrigues de Sousa, de 28, também foram presas por suposta participação no caso.
O delegado Wislley Salomão afirmou que o suspeito não demonstrou arrependimento durante o depoimento. Inicialmente, ele teria justificado os atos dizendo que o hospital estava muito movimentado. Em seguida, apresentou a versão de que pretendia “aliviar o sofrimento” dos pacientes, o que, segundo a polícia, não é considerado justificativa plausível e não caracteriza motivação legal para os crimes.
A investigação incluiu reconstituição pericial e análise de prontuários médicos. Conforme a Polícia Civil, em alguns casos, familiares acompanhavam os atendimentos e acreditavam que os profissionais de saúde realizavam tentativas de socorro. As outras duas técnicas, segundo o delegado, teriam presenciado a aplicação das substâncias e participado dos procedimentos de ressuscitação sem impedir a ação.
Em nota, a defesa de Marcela afirmou que ela lamenta o ocorrido e confia no esclarecimento dos fatos ao longo do processo. A advogada de Amanda declarou que a cliente mantinha um relacionamento com Marcos e que teria sido manipulada por ele. Já a defesa de Marcos Vinícius informou que não vai se manifestar enquanto o inquérito, que corre sob sigilo, não for concluído.
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