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Lei que veta cotas raciais em SC vira alvo de ação no STF

Lei que veta cotas raciais em SC vira alvo de ação no STF
Lei que veta cotas raciais em SC vira alvo de ação no STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 48 horas para que o governo de Santa Catarina e a Assembleia Legislativa do estado prestem esclarecimentos sobre a lei que proíbe a adoção de cotas raciais em universidades estaduais. A norma foi sancionada no último dia 21 de janeiro e é alvo de questionamentos na Corte por possível inconstitucionalidade.

A medida ocorre no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.925, apresentada pelo PSOL, pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela Educafro. As entidades pedem a suspensão imediata da Lei estadual nº 19.722/2026, que veta a reserva de vagas com base em critérios raciais em instituições de ensino superior estaduais e financiadas pelo poder público local.

Antes de analisar o pedido de liminar, Gilmar Mendes também determinou que o PSOL regularize a representação processual no prazo de 48 horas, após identificar pendência formal na documentação apresentada. O ministro ainda solicitou manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), destacando que a nova legislação pode impactar processos seletivos em andamento, como vestibulares e concursos.

O governo de Santa Catarina afirma que a lei busca garantir uma concorrência “mais justa” no acesso ao ensino superior. Com a nova regra, ficam mantidas apenas políticas de reserva de vagas baseadas em critérios socioeconômicos, para pessoas com deficiência e para estudantes oriundos da rede pública estadual. Além dessa ação, PT e OAB também recorreram ao STF contra a norma, sob o argumento de que ela fere princípios constitucionais e a competência da União para legislar sobre diretrizes da educação.

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