Governo derruba 25 mil sites de apostas e bloqueia centenas de contas bancárias
O primeiro ano de regulamentação do mercado de apostas online no Brasil encerra com um balanço de forte repressão ao mercado clandestino. Dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda revelam que mais de 25 mil sites ilegais foram bloqueados no país, consolidando um cerco administrativo e financeiro contra operadoras irregulares.
A ofensiva do Governo Federal resultou na abertura de 132 processos administrativos contra 133 operadoras do setor, sendo que 80 dessas ações ainda tramitam para a aplicação de sanções. O monitoramento financeiro também foi rigoroso: 1,7 mil pessoas foram identificadas em transações suspeitas para plataformas ilícitas, o que culminou no encerramento de 550 contas bancárias.
No campo da comunicação, a fiscalização mirou a publicidade irregular nas redes sociais. Foram concluídos 412 processos contra influenciadores digitais, resultando na derrubada de 324 perfis e na remoção de centenas de publicações que promoviam o jogo de forma ilegal.
Perfil do apostador e arrecadação Em 2025, o Brasil registrou 25,2 milhões de apostadores ativos. O perfil predominante é composto por homens (70%) com idade entre 31 e 40 anos. O mercado regulado movimentou cifras bilionárias: as "bets" autorizadas registraram uma receita bruta de R$ 37 bilhões (descontados os prêmios), gerando uma arrecadação de quase R$ 10 bilhões em impostos para a Receita Federal, além de R$ 2,5 bilhões em outorgas.
O grito de alerta na saúde mental Um dado alarmante surge da nova plataforma de autoexclusão lançada pelo governo em dezembro. Em apenas 40 dias de funcionamento, a ferramenta recebeu mais de 217 mil pedidos de bloqueio por CPF. O principal motivo para o afastamento voluntário, apontado por 73% dos usuários, foi a perda de controle sobre o jogo, evidenciando o impacto do vício em apostas na população brasileira.
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