Depressão e surto psicótico: O que se sabe sobre a morte do 'Hipster da PF'
Lucas Valença, 36, morreu após ser baleado na noite da última quarta (2), por tentar invadir a casa de uma família na região rural de Buritinópolis, em Goiás. O dono da residência atirou contra o homem após Valença desligar o disjuntor da casa e gritar contra a família.
Conforme o boletim, o morador relatou que foi ameaçado antes de atirar contra o policial. "Saiam todos da casa, se não vou entrar e matar", teria dito Lucas. Antes disso, o dono da casa também disse que ouviu barulhos e uma pessoa gritando que ‘havia um demônio’ no imóvel. O morador só percebeu que havia acertado o peito de Lucas após religar o disjuntor.
Segundo o UOL, amigos e familiares relataram que Valença estava tendo surtos psicóticos desde o dia 2 de março. A advogada da família de Lucas, Sindd Lopes, informou que ele estava em tratamento após ser diagnosticado com depressão profunda no início da pandemia de Covid-19.
Além do caso de depressão, também estava sendo investigado se Lucas sofria com bipolaridade, mas o diagnóstico não chegou a ser formalizado por um profissional. Sindd relatou que o rapaz teria saído para passear e teve um surto psicótico após se perder ao tentar retornar à chácara em que estava hospedado.
“Não entendemos que houve um assassinato e, sim, legítima defesa. Mas ele não arrombou a casa. Ele achava que aquele era o rancho dele. Por isso, tentou entrar na residência. Estava perdido e em surto", afirmou Sindd em entrevista ao jornal O Globo.
A advogada também contou que Lucas conhecia o morador e ambos não possuíam nenhum tipo de desentendimento. Ele frequentava a área desde a infância e sempre visitava a chácara para cuidar de seus bonsais, e cachorros que resgatava e os abrigava no local para serem levados a adoção. A família Valença informou que não vai mover processo por assassinato contra o morador que atirou em Lucas, por entender que agiu em legítima defesa.
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