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Prevenção do câncer de próstata é tímida e mortalidade é cada vez maior no Amazonas

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Foto: Reprodução

O câncer de próstata é o primeiro em incidência no Amazonas, entre os homens, e o segundo no Brasil. Apesar de ser uma doença curável se descoberta no início, e letal quando o diagnóstico é tardio, a adesão da população masculina aos exames de rastreio ainda é tímida, segundo o cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo, profissional com cerca de 20 anos de experiência na área da oncologia.

O câncer de próstata é um tumor localizado na glândula que faz parte do sistema genital masculino. A doença tem como principal fator de risco o avanço da idade e é mais comum em homens com 50 anos ou mais. A previsão é de 580 casos/ano no Amazonas (27,6 casos para cada 100 mil homens) e 68.220 no Brasil (66,12 casos para cada 100 mil – taxa bruta de incidência). Os dados são do Instituto Nacional do Câncer José Alencar, órgão vinculado ao Ministério da Saúde (MS).

Giuseppe Figliuolo explica que a principal barreira enfrentada pela sociedade ainda é o preconceito, “que tem ajudado a permear a idéia de que o exame de toque retal, considerado um aliado na detecção de alterações na próstata, pode afetar a masculinidade do indivíduo, o que é uma grande mentira”, assegurou o especialista.

O cirurgião destaca que mo Dia do Homem, comemorado nesta segunda-feira, 15, serve de alerta para que os homens busquem a prevenção. Ele ressalta que, a cada ano, o número de casos tem aumentado no Amazonas. “Esse dado poderia ser positivo, se os diagnósticos fossem realizados de forma precoce. Mas, não é o que acontece. Na maioria das vezes, os pacientes só buscam ajuda quando a doença já apresenta sintomas, o que coloca o estadiamento (descrição de quanto o câncer já se espalhou pelo corpo) nas fases intermediária ou avançada. Na prática, significa dizer que as chances de cura são menores”, explicou Figliuolo.

Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), ele ressalta que o exame é indicado como forma de rastreio a partir dos 50 anos, para pessoas sem histórico de câncer de próstata na família. “Homens com histórico, cujos pais, irmãos ou avôs tiveram a doença, devem começar mais cedo, aos 40 anos, por conta do fator hereditário (herança genética). O mesmo é recomendado para homens negros, que apresentam duas vezes mais chances de desenvolver a doença, conforme pesquisas na área”, assegurou.

Figliuolo lembra, ainda, que o exame de toque retal deve ser acompanhado do PSA (Antígeno Prostático Específico), feito através da coleta e análise sanguínea em laboratório. “O PSA é uma enzima que tem características similares às de um marcador tumoral. O exame é utilizado, geralmente, para monitorar alterações que podem ajudar no diagnóstico do câncer de próstata”, frisou. “Porém, ele não substitui o exame de toque retal. É uma avaliação complementar”, disse o especialista.

Tratamento

Em casos de diagnósticos positivos, os tratamentos podem variar, passando de uma simples cirurgia para a retirada do tumor (quando a doença está localizada e a massa tumoral acessível), ou, com complementação de quimioterapia. Quando há contra-indicação cirúrgica, a radioterapia é uma opção de tratamento para controle ou até cura da doença.

 

 

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