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saúde do homem

Andropausa afeta 20% dos homens com mais de 50 anos

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Foto: Reprodução

Pouco discutida e geralmente mal interpretada, a Disfunção Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), mais conhecida como andropausa, atinge aproximadamente 20% dos homens entre 50 a 60 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). No Amazonas, a população masculina nessa faixa etária é de mais de 112 mil, segundo Dados do IBGE.

A queda na produção de testosterona, hormônio gerado nos testículos, é relativamente comum no processo de envelhecimento masculino. De acordo com o urologista Giuseppe Figliuolo, a partir dos 40 anos, os níveis de testosterona diminuem gradativamente, entre 1% e 3% a cada ano.

“Nem todos os homens apresentam níveis tão baixos de testosterona que podem causar problemas e, em alguns casos, não chegam a afetar a vida do paciente. No entanto, para os que apresentam queda significativa na produção desse hormônio, a qualidade de vida fica seriamente prejudicada”, afirma.

Diminuição da libido, dificuldade de ereção ou de sua sustentação, bem como cansaço extremo, desânimo e/ou depressão, alteração do humor, sonolência ou insônia, incluindo ainda sinais como aumento da gordura corporal, diminuição da massa muscular e queda de pêlos corporais são alguns dos sintomas que devem ser investigados.

“Esse quadro deve ser observado por um urologista, por meio de exames e conversa com o paciente, porque podem estar ligados a outras causas, daí o reforço da necessidade de consultas regulares ao urologista a partir dos 40 anos”, explica Figiuolo, que aponta ainda a preocupação com outras possíveis conseqüências da queda de testosterona no sangue: a piora dos níveis de glicose e lipídeos.

Entre as causas mais comuns da andropausa estão o estresse, excesso de peso e uso frequente de álcool e tabaco. Elas são consideradas fatores capazes de acelerar o processo de diminuição da produção de testosterona. “A andropausa não está sujeita à prevenção, é uma condição natural do processo de envelhecimento na saúde masculina. Por isso, é importante desmistificar o problema a fim de que os homens possam conhecer e aceitar as mudanças físicas, orgânicas e emocionais desse processo, evitando assim quadros de depressão, ansiedade, entre outros problemas”, afirma Giuseppe Figliuolo.

A reposição hormonal é o tratamento mais indicado, o que não significa o resgate da juventude para o paciente masculino, mas a normalização e estabilidade do quadro apresentado, de acordo com a idade. “Além de atuar na regularidade da presença hormonal no corpo, o tratamento garante uma melhor qualidade de vida e bem estar do homem, em um processo de envelhecimento saudável”, completou o urologista.

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