Entenda por que remédios antirressaca podem ser uma armadilha
Com o aumento das festas de fim de ano, cresce o uso de medicamentos como Engov, Epocler e Eparema. No entanto, especialistas alertam que a promessa de "blindar" o corpo contra os excessos é falsa. Segundo os médicos Natan Chehter e Debora Poli, esses produtos apenas tratam sintomas como dor de cabeça e azia, sem evitar os danos reais do álcool ao organismo.
Um erro comum é culpar o fígado pelo mal-estar imediato. Na verdade, o desconforto pós-festa costuma ser gástrico, causado pela irritação da mucosa do estômago. O fígado, que metaboliza as toxinas, raramente apresenta sintomas imediatos, manifestando problemas apenas a longo prazo.
O maior perigo do uso desses remédios é a falsa sensação de segurança, que pode levar as pessoas a beberem ainda mais. Além disso, misturar álcool com anti-inflamatórios ou analgésicos sem orientação pode causar gastrites graves e até hepatite medicamentosa.
Para uma recuperação segura, a ciência aponta que não existem atalhos: a única solução eficaz combina moderação, descanso e hidratação constante entre um copo e outro.
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