Lancha que naufragou no Pará não tinha autorização para transportar passageiros
A lancha que afundou com ao menos 82 pessoas a bordo nas proximidades da Ilha de Marajó, no Pará, não tinha autorização para fazer transporte de passageiros.
Conforme a Regulação e Controle dos Serviços Públicos do Estado do Estado do Pará (Arcon-Pa), a embarcação saiu de um porto clandestino localizado em Cachoeira do Ararai rumo a cidade de Belém.
Sem documentação ou autorização alguma, o barco costumava fazer traslados e já tinha sido notificado três vezes pela Arcon.
No momento da tragédia, o transporte levava idosos, crianças e mulheres, quando acabou sendo invadido pelas águas e foi à pique na frente da Ilha de Cotijuba.
De acordo com os passageiros, o responsável pelo barco sobreviveu, mas fugiu e até o momento não foi encontrado para dar explicações às autoridades.
Eles conseguiram chegar até duas comunidades ribeirinhas, onde foram salvos por populares. Além da dupla, outras 65 pessoas sobreviveram à tragédia.
Nesta manhã (9), o Governo do Pará confirmou o resgate de 65 sobreviventes, a morte de 13 pessoas e informou que 4 permanecem desaparecidas.
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