Como PCC saltou de facção com 5 mil criminosos para máfia com 40 mil membros
A confirmação de que o PCC executou o ex-delegado-geral da Polícia Civil de SP, Ruy Ferraz Fontes, reacendeu o alerta sobre o avanço da facção criminosa. Morto a tiros em Praia Grande na última segunda (15), Ruy foi responsável por prender Marcola em 1999 e por estruturar os primeiros organogramas da atuação do grupo.
Fundado em 1993 em uma prisão de Taubaté, o PCC cresceu de 5 mil integrantes em 2006 para cerca de 40 mil atualmente, expandindo-se pelo Brasil e exterior, e já é considerado uma máfia. Hoje, a organização movimenta mais de US$ 1 bilhão anuais com o tráfico internacional de drogas, além de se infiltrar em licitações e órgãos estatais.
Promotores do Gaeco apontam falhas históricas do Estado no controle do sistema prisional e no enfrentamento do grupo. Eles destacam que o PCC só foi plenamente reconhecido após os ataques de 2006 e virou preocupação federal apenas em 2019, com ações que levaram líderes para presídios federais.
Para os investigadores, a ausência do Estado em territórios vulneráveis e a tolerância com atividades como o tráfico local explicam a consolidação do PCC, que hoje atua como polo de atração para criminosos em todo o país e no exterior.
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