Fachin arquiva suspeição de Toffoli no caso Banco Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, arquivou neste sábado (21) a arguição de suspeição que questionava a atuação do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito sobre as fraudes do Banco Master. A decisão ocorre após análise de relatório da Polícia Federal, que apontava menções a Toffoli encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
O relatório da PF, entregue ao STF no dia 9 de fevereiro, trazia mensagens trocadas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, sobre o pagamento de hospedagem em resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá. Em reunião no dia 12, os ministros do STF avaliaram que não havia elementos suficientes para declarar suspeição e que os atos praticados por Toffoli eram válidos. Na mesma ocasião, Toffoli abriu mão da relatoria do caso, em respeito aos "altos interesses institucionais".
As investigações sobre irregularidades na gestão do Banco Master chegaram ao STF em dezembro de 2025, após tramitar na Justiça Federal em Brasília. Toffoli decidiu conduzir o inquérito na Suprema Corte por envolver menção secundária a um deputado federal. Durante o processo, autorizou acareações, prorrogações e operações da Polícia Federal relacionadas a fraudes envolvendo o Master e fundos administrados pela Reag.
Com a saída de Toffoli da relatoria, o caso foi redistribuído ao ministro André Mendonça. O arquivamento da arguição de suspeição por Fachin confirma a decisão tomada pelos ministros na reunião de fevereiro, garantindo a continuidade das investigações sem questionamentos sobre imparcialidade da condução inicial do inquérito.
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