Lula diz que Brasil não quer nova Guerra Fria após Trump elevar tarifas globais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (22) em Nova Délhi, na Índia, que o Brasil não deseja uma nova Guerra Fria e defendeu relações igualitárias entre todos os países. “Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles também um tratamento igualitário”, disse o presidente brasileiro à imprensa local.
A declaração ocorreu após o anúncio de Donald Trump sobre a imposição de tarifas de 15% sobre produtos importados provenientes de diversos países, uma medida adotada após a Suprema Corte americana considerar ilegal o “tarifaço” aplicado no ano passado. Segundo Lula, o Brasil agiu com cautela diante das taxações e adotou as medidas corretas para proteger setores estratégicos da economia nacional. “Obviamente que eu não posso julgar a decisão da Suprema Corte de algum país, não julgo do meu ainda mais de outro país [...] Sobre a taxação, tomamos decisão com muita cautela e tomamos a decisão correta”, afirmou.
O presidente ressaltou que o objetivo brasileiro é manter diálogo aberto e equilibrado, evitando conflitos comerciais e tarifários que possam prejudicar o comércio internacional. “O mundo não precisa de guerras tarifárias. É importante que haja respeito às regras internacionais e tratamento igualitário entre todas as nações”, disse Lula, reforçando a postura de cautela do país em negociações com os Estados Unidos.
Antes de deixar a Índia, Lula confirmou que terá um encontro com Trump em março, quando pretende tratar de diversos temas bilaterais. “A pauta que quero conversar com o presidente Trump é muito mais ampla do que minerais críticos. Queremos discutir comércio, investimentos e outras questões estratégicas para nossos países”, concluiu o presidente brasileiro, reafirmando o compromisso de diálogo diplomático e equilíbrio nas relações internacionais.
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