Lula reage à decisão da Suprema Corte dos EUA e anuncia encontro com Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou neste sábado a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou o “tarifaço” imposto por Donald Trump sobre importações globais. Lula afirmou que o Brasil tomou as medidas corretas diante das políticas comerciais americanas e destacou que agora a Justiça americana confirmou a posição contrária às teses defendidas por Trump.
"Eu acho que nós tomamos as decisões corretas. Uma parte das coisas já tinha sido mudada pelo próprio governo americano e agora nós tivemos outra decisão da Justiça americana contrariando aquilo que era a tese do presidente Trump", disse o presidente.
Além disso, Lula revelou que pretende se encontrar com Trump em março para discutir diretamente as questões relacionadas às tarifas e seus impactos sobre o comércio internacional.
“Sobre a taxação, tomamos decisão com muita cautela e tomamos a decisão correta. Em algumas coisas o próprio governo americano voltou atrás (com relação às tarifas contra o Brasil) e agora temos a decisão da Suprema Corte. Por isso eu quero conversar direto com Trump sobre toda a relação entre o Brasil e os Estados Unidos”.
Entenda o caso
Suprema Corte: decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao impor tarifas sem aprovação do Congresso.
Impacto global: bilhões de dólares em tarifas podem ser revistos, beneficiando exportadores de países como o Brasil.
Setores brasileiros: aço e agronegócio estão entre os mais afetados pelas medidas e podem ganhar fôlego com a decisão.
Próximos passos
O encontro entre Lula e Trump, previsto para março, deve ser marcado por negociações sobre comércio e tarifas. O governo brasileiro vê a decisão da Suprema Corte como uma oportunidade para fortalecer sua posição nas relações econômicas com os Estados Unidos e defender maior integração internacional.
Na índia, o presidente destacou que o Brasil busca uma "relação igualitária" com todos os países. "Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles também um tratamento igualitário com os outros países"
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