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Homem é condenado a 97 anos de prisão por incendiar lotérica e matar três pessoas em Manaus

Por Folha de São Paulo

11/06/2025 8h15 — em
Variedades



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O venezuelano Luis Domingo Siso, 63, foi condenado a 97 anos e nove meses de prisão, em regime fechado, pela morte de três pessoas e tentativa de homicídio contra uma quarta após incêndio provocado em uma casa lotérica localizada no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no centro de Manaus (AM), em agosto de 2022.

O júri popular, na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, ocorreu na segunda-feira (9) e teve duração de dez horas.

O Ministério Público do Amazonas denunciou o homem pelos crimes de triplo homicídio, com o agravante de uso de fogo e exposição ao perigo comum —quando, além das vítimas, mais pessoas são colocadas em risco. Outro agravante é a impossibilidade de defesa das vítimas.

Siso também foi denunciado por uma tentativa de homicídio e incêndio cometido em prédio de uso público.

O incêndio causou as mortes de Stefani do Nascimento Lima, Carlos Henrique da Silva Pontes e Henison Diego da Silva. Os três eram funcionários da lotérica e não conseguiram fugir no local.

A quarta vítima, Andrielen Mota de Assis, sobreviveu aos ferimentos após 41 dias de internação hospitalar e prestou depoimento durante o julgamento.

O réu afirmou que colocou fogo na lotérica após ter negado o pagamento de um bilhete de loteria supostamente premiado. A defesa dele pediu a redução da pena sob a alegação de semi-imputabilidade, mas não foi atendida.

Segundo uma testemunha, após o desentedimento ele pediu uma corrida de táxi, foi até um posto de combustível, comprou R$ 300 em gasolina e, em seguida, voltou à lotérica para provocar o incêndio.

Um grupo de pessoas agrediu o homem na ocasião, até a chegada da polícia. Siso está preso desde 2022 e tem a possibilidade de recorrer contra a sentença.

Segundo o Tribunal de Justiça, durante a audiência de instrução e julgamento ele ofendeu um juiz e abandonou a sala de vídeo da unidade onde está preso.

"Cada julgamento é um campo de combate pela justiça. Nesse caso, o tribunal do povo deu uma resposta proporcional a esse bárbaro crime", disse o promotor Márcio Pereira de Mello, responsável pelo caso.


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