Moraes rebate Fux e mostra vídeo de Bolsonaro pedindo arquivamento de ações
Durante julgamento de Bolsonaro e mais sete réus por trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, pediu a palavra e afirmou que os ataques ocorridos em 8 de janeiro de 2023 não foram eventos isolados ou meros atos de vandalismo. "Não foi um domingo no parque, um passeio na Disney. Não foi combustão espontânea, não foram baderneiros descoordenados. Foi uma organização criminosa", disse Moraes, destacando que os atos tinham planejamento e objetivos claros de desestabilizar o Estado.
Na ocasião, a ministra Cármen Lúcia reforçou que o STF não está julgando instituições, mas sim uma organização criminosa que tentou se apropriar do Estado. Moraes acrescentou que o grupo, fortemente armado, tinha como meta intimidar o Judiciário e se perpetuar no poder, recorrendo, se necessário, a atos violentos contra autoridades, incluindo ministros e o presidente da República.
O ministro detalhou que a liderança da organização criminosa recai sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele citou operações como Punhal Verde e Amarelo e a operação Copa 2022, e ressaltou que o grupo contou com armamento pesado e forças especiais. “Quem bolou todo esse discurso e executou tudo foi o próprio líder, Jair Messias Bolsonaro”, disse Moraes, exibindo um vídeo do ex-presidente em manifestação na Avenida Paulista, atacando ministros do STF e sugerindo o arquivamento de inquéritos.
Ao mostrar o vídeo, Moraes questionou o impacto das ações sobre a autoridade judicial: “Algum de nós permitiria, falaria que é liberdade de expressão, se o prefeito insuflar o povo contra o juiz da comarca? Qual recado queremos deixar para o Poder Judiciário brasileiro?”, afirmou, reforçando que a decisão do Supremo deve garantir a proteção de todos os tribunais e juízes do país.
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