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Saúde e Bem-estar

Como ajudar os filhos na fase das descobertas da sexualidade?

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Foto: Reprodução

Se existe um assunto que deixa muitos pais em saia justa na hora de conversar com os filhos, esse assunto é a sexualidade. Apesar de muitos mitos terem sido derrubados em torno do assunto, a falta de informação, e até mesmo a vergonha, ainda gera muito desconforto. Normalmente, as primeiras dúvidas surgem ainda na infância, perguntas inocentes e olhares curiosos. Como lidar com a situação?

Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida Saúde, explica que cada fase requer uma postura e um tipo de conduta que vai nortear o indivíduo naquele momento. “O ideal ainda é falar a verdade dentro do que a criança conseguirá compreender, de acordo com cada idade. Os pais podem ajudar, primeiramente, não vendo essas questões como algo malicioso. As crianças são curiosas. Ao perceber que a criança está querendo descobrir algo, o ideal é perguntar o que ela quer saber e responder, tudo. Não deixar nada sem resposta, obedecendo o que cada uma poderá compreender”.

Na adolescência, o assunto pode se tornar, muitas vezes, mais delicado ainda, já que boa parte dos adolescentes busca como fonte de informações a experiência de amigos ou sites na internet. Por isso, é tão importante que a confiança entre pais e filhos se desenvolva desde cedo. Outro fator que influencia nessa fase são os hormônios. Desta forma, é preciso que os pais tenham paciência e estejam dispostos a compreender e as dúvidas e medos que costumam perturbar os menores.

“Alguns adolescentes podem ficar mais ansiosos, mais impulsivos, mudanças corporais, como a voz grossa ou até mesmo o surgimento de pelos faciais e pubianos, geram um amadurecimento emocional, fazendo com que estes percebam que estão iniciando a fase adulta, com isso, a necessidade de independência e de querer ser ouvido”.

E quando surgem casos em que o filho, quer seja criança ou adolescente, se descobre transgênero, lésbica, gay ou bissexual, como reagir? O que fazer? Muitos ainda recorrem ao abandono ou rejeição, mas este não é o melhor caminho, como ressalta a psicóloga.

 “Não existe algo que justifique alguém tomar a "escolha" mais difícil. Então, isto é uma condição. A partir do momento que os pais compreendem e aceitam a condição de seu seu filho, a vida de ambos se torna mais fácil, não só do adolescente. Será mais fácil orientar, conversar, falar também de seus medos de forma mais aberta. Para o adolescente, esta aceitação se torna praticamente definitiva para a sua felicidade, levando em consideração que tudo o que fazemos é muito melhor quando temos a aprovação de nossos pais”.

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