Jornalista vira ‘serial-killer’ e narra próprios crimes

Por Portal do Holanda

13/05/2021 10h38 — em Curiosidades

Foto: Divulgação

Johann Unterweger, mais conhecido como Jack Unterweger era um apresentador de televisão, jornalista e escritor famoso, mas não foi o seu trabalho profissional que gerou sua fama. Ele foi preso, julgado e condenado à morte por matar pelo menos 10 mulheres em Viena, capital da Áustria, além de outros países como Estados Unidos da América (EUA).

Sua origem foi meio trágica. Nascido em 1950, filho da garçonete e prostituta vienense Theresia Unterweger, ele nunca conheceu seu pai biológico, sabendo apenas ser um soldado americano a serviço das Forças Aliadas, que ocuparam o país por dez anos após a Segunda Guerra Mundial.

Theresia foi presa por fraude durante a gravidez, sendo libertada antes do nascimento do filho. Três anos depois, novamente presa, ela enviou Jack, de dois anos, para morar com seu avô, que era um alcoólatra cruel que espancava o garoto regularmente e fazia sexo com prostitutas na presença de Johan.

Esse passado, reforçado pela vida devassa da mãe e de uma tia que ajudou a criá-lo, teria fomentado nele o ódio a prostitutas que marcaria a vida dele, que mesmo odiando as mulheres em geral, admitia ter feito sexo com mais de 150 mulheres que viveram para contar a história.

Crimes

Antes de tornar-se assassino, ele foi preso dezenas de vezes por pequenos crimes e agressões a prostitutas locais. Entre 1966 e 1975, foi condenado dezesseis vezes por agressão sexual e passou nove anos na prisão.

A partir de 1974, começou os assassinatos matando uma prostituta de 18 anos, estrangulada com seu próprio sutiã. Preso em 1976, foi condenado a prisão perpétua.

Mas na prisão, Unterweger se tornou um leitor voraz e desenvolveu uma paixão pela escrita. Publicou contos, peças, poemas e até uma autobiografia baseada nos abusos na infância e nos crimes que se seguiram.

Sua autobiografia, Fegefeuer oder die Reise ins Zuchthaus (Purgatório ou A Viagem à Prisão: Relato de um Homem Culpado), foi adaptada para o cinema e fez muito sucesso.

Com isso, ele passou de um assassino cruel para um jornalista policial e autor que acabou ganhando admiradores entre celebridades europeias que se juntaram à causa, exigindo a libertação de Jack da prisão.

JORNALISTA

Após ganhar liberdade em 1990, depois de cumprir apenas 15 anos da prisão perpétua, foi viver como jornalista policial, concentrando-se nos bairros de prostituição.

Aí começou a ocorrer o desaparecimento de prostitutas, cujos casos eram cobertos por Unterweger. Seis mulheres foram estranguladas com seus sutiãs e depois jogadas em locais desolados, após a saída dele da prisão, deixando a Áustria emparedada com o ‘serial killer’.

Embora muitos estivessem convencidos na reabilitação milagrosa de Jack, um detetive aposentado percebeu que a série de assassinatos seguidos na Áustria e na República Tcheca tinham o modus operandi do primeiro homicídio praticado por Jack e que o tinha levado para a prisão em 1976.

Por conta dessa investigação, ele acabou condenado pela segunda vez, mas fugiu para Los Angeles, nos EUA, onde dava entrevistas se fingindo de vítima acusada indevidamente.

Em 1991, hospedou-se no Hotel Cecil, em Los Angeles e naquela área entrevistou várias vítimas de prostituição com a ajuda de um policial local. Mas enquanto cobria as histórias, matou por estrangulação pelo menos três personagens entrevistadas, todas profissionais do sexo.

Em 1994, ao ser preso em Miami, foi extraditado para a Áustria, onde foi novamente condenado à prisão perpétua e sem medo da morte, ele acabou se enforcando da mesma maneira com que tirou a vida de suas vítimas.


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