Inglaterra tem como ponto turístico a mais bela estação de esgoto do mundo

Por Portal do Holanda

13/09/2021 10h59 — em Curiosidades

Foto: Crossness Pumping Station Trust

Entre os variados pontos turísticos, museus e parques na Inglaterra, é possível fazer uma inusitada visita à Estação de Bombeamento de Crossness, considerada a mais bela estação de esgoto do mundo. O complexo foi projetado por Sir Joseph Bazalgette, engenheiro-chefe do conselho metropolitano de obras, para resolver o grande problema do fedor de Londres, a estação ganhou uma arquitetura tão requintada, que virou ponto de atração turística.

Situada nas margens do Rio Tâmisa, cerca de 9 km a leste de Greenwich, o prédio de tijolos à vista de dois andares que abriga a estação é da era vitoriana (1837 a 1901) e é a primeira no mundo com esse requinte, chegando a ser apelidada de “catedral dos pântanos” em homenagem aos Pântanos Erith. O prédio, de arquitetura magnífica, apresenta espetaculares ferragens fundidas ornamentais. No seu exterior originalmente tinha uma chaminé gigante listrada e suas portas foram modeladas conforme as das catedrais normandas.

Na época, o forte odor causado pelo despejo de esgoto não tratado e resíduos industriais no Tâmisa, fazia daquele rio um esgoto a céu aberto, sem peixes ou outros animais aquáticos.

A contaminação ameaçava até mesmo o abastecimento de água, pois havia focos de contaminação em toda a cidade, que enfrentava doenças e até pandemias como a de cólera.

O plano de Joseph era levar o esgoto o mais longe possível da cidade por meio de fluxo de gravidade e motores de bombeamento a vapor e, em seguida, despejá-lo sem tratamento no Tâmisa, bem ao sudeste da cidade.

Para isso, ele decidiu construir uma rede de esgotos interceptores, correndo paralelamente ao rio, com cerca de 130 quilômetros de extensão.

Esses interceptores coletaram mais de 700 quilômetros de esgotos existentes que recebiam conteúdo de milhares de pequenas redes de esgoto locais, lidando diariamente com mais de 2,2 milhões de resíduos.

Escavação

A obra foi um empreendimento gigantesco, envolvendo a escavação de 3,2 milhões de metros cúbicos de terra, e exigindo 318 milhões de tijolos e mais de 800 metros cúbicos de concreto e argamassa.

O engenheiro também comandou a construção de três enormes diques ao longo das margens do Tâmisa, dentro dos quais corriam as linhas de esgoto.

O esgoto se movia, na maior parte, por gravidade, mas em lugares como Chelsea, Deptford, Abbey Mills e Crossness, estações de bombeamento foram construídas para elevar a água e fornecer fluxo suficiente.

Destas, as estações de bombeamento em Abbey Mills e em Crossness eram as mais magníficas do ponto de vista arquitetônico, com cúpulas ornamentadas que lembram as de uma igreja bizantina.

Dentro do edifício estão quatro gigantescos motores a vapor com nomes de membros da família real: Rainha Vitória, Príncipe Consorte, Albert Edward e Alexandra da Dinamarca. Suas máquinas colossais podiam elevar seis toneladas de esgoto por curso por motor a uma altura de 10 a 12 metros, e para dentro de um reservatório, que era então lançado no Tamisa durante a maré vazante.

Desativada na década de 1950, o custo de desmontagem dos motores foi tão grande que eles foram deixados no local. Por mais de 50 anos, a estação de bombeamento e as máquinas permaneceram paradas, acumulando poeira até serem restauradas como atração turística em 2015.


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