Eduardo Bolsonaro critica retirada de sanções dos EUA contra Moraes
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta sexta-feira (12) que recebeu com “pesar” a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), da lista de sancionados da Lei Magnitsky. A medida também beneficiou a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. O governo norte-americano não explicou os motivos para a retirada.
Em uma nota publicada no X (antigo Twitter), Eduardo afirmou que a sociedade brasileira perdeu uma “janela de oportunidade” para enfrentar o que chamou de “problemas estruturais”. O texto é assinado também por Paulo Figueiredo, aliado do deputado. Ambos são apontados como articuladores da inclusão de Moraes na lista de sanções dos EUA, aplicada em julho deste ano.
As sanções bloqueavam eventuais bens do ministro e de sua esposa em território americano e proibiam cidadãos dos EUA de realizar transações que envolvessem o casal. Segundo apuração da GloboNews, o governo brasileiro já esperava a retirada do nome de Moraes da lista após conversas recentes entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump.
Eduardo Bolsonaro esteve entre os defensores das sanções contra autoridades brasileiras. À época da inclusão de Moraes na lista, o governo norte-americano citou o processo que corria no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que em setembro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por participação na tentativa de golpe. O próprio Moraes classificou a punição como “ilegal e lamentável”.
No comunicado divulgado hoje, Eduardo e Figueiredo agradeceram o apoio de Trump e afirmaram que continuarão trabalhando para “encontrar um caminho que permita a libertação do país”, segundo eles. A nota termina com críticas à falta de “coesão interna” no Brasil e pede que “Deus tenha misericórdia do povo brasileiro”.
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