Rombo do caso Master já chega a R$ 51,8 bilhões e pressiona o FGC
O rombo potencial causado pelas liquidações de instituições ligadas ao caso Banco Master já atinge R$ 51,8 bilhões, valor que deverá ser coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Nesta quarta-feira (18), o Banco Central decretou a liquidação do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, elevando para oito o número de instituições afetadas desde o início das intervenções.
Somente com o Banco Master, o impacto estimado para o FGC é de R$ 40,6 bilhões. A conta inclui ainda R$ 6,3 bilhões relacionados ao Will Bank e mais R$ 4,9 bilhões referentes ao Banco Pleno. O volume bilionário pressiona o fundo, que, segundo apuração, contava com R$ 122 bilhões em caixa no primeiro semestre.
As liquidações começaram em novembro de 2025, quando o Banco Central colocou o Banco Master e outras três empresas do conglomerado em regime de liquidação extrajudicial. Em janeiro, novas decisões atingiram a CBSF Distribuidora (antiga Reag Trust) e o Will Bank. No mesmo período, o Banco Master Múltiplo foi submetido ao Regime Especial de Administração Temporária (RAET), permanecendo em operação sob intervenção.
Embora o Banco Pleno não integrasse formalmente o grupo Master no momento da decisão, a ligação com o caso ocorre por meio de seus controladores. A instituição foi vendida em 2025 ao ex-sócio de Daniel Vorcaro, Augusto Lima, o que reforçou o vínculo identificado pelo regulador e ampliou o impacto financeiro já bilionário do episódio no sistema bancário.
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