MP pede que TCU investigue suposta omissão na fiscalização do garimpo ilegal no Amazonas
Após mais de 15 dias de exploração de ouro ilegal no Rio Madeira, em Autazes, no Amazonas, os garimpeiros fugiram do local, e nenhuma operação de combate aconteceu. Com a possibilidade de omissão dos órgãos federais de fiscalização, o Ministério Público de Contas (MPC) acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar a demora na ação.
Centenas de embarcações com dragas, que cavam o fundo do rio, sugam o material para filtrar o ouro e jorram a água de volta, foram vistas atracadas na comunidade do Rosário.
Os garimpeiros se dispersaram na quinta-feira (25) e na sexta-feira (26), após as imagens repercutirem na imprensa e o governo prometer uma ação de combate ao garimpo ilegal.
O MPC pediu que a apuração seja voltada para a atuação da Polícia Federal e da Marinha do Brasil, já que a região que foi explorada é de jurisdição dos órgãos.
O governador do Amazonas, Wilson Lima, também solicitou o apoio da Força Nacional de Segurança para combate ao garimpo ilegal, nesta sexta-feira (26). O Ministério da Justiça confirmou que enviará os agentes, mas não informou quando.
Mesmo com a dispersão das embarcações da comunidade do Rosário, algumas balsas e dragas foram vistas no leito do rio, entre as cidades de Autazes e Borba.
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