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Retorno da frota total do metrô de SP depende da vacina, diz secretário

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Operando atualmente uma frota cerca de 15% menor que o total, o metrô só deve voltar a ter operação normal depois da vacinação dos operadores, prevista para ter início no dia 11 de maio. Segundo o titular da STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos), Alexandre Baldy, até lá, não há previsão de implementar ações que diminuam a aglomeração de pessoas nas composições. "Queremos ter os operadores imunizados na integralidade para que tenhamos toda a equipe trabalhando de volta e a integralidade dos trens nas linhas", afirma o titular da pasta. De acordo com ele, quase 20% dos operadores estão afastados atualmente por serem do grupo de risco para a Covid-19. A expectativa do governo João Doria é de que a frota integral já esteja de volta "ainda em maio". Isso, contudo, dependerá das orientações da Secretaria da Saúde, já que, para que a imunização dos vacinados esteja completa, são necessárias duas doses da vacina -e o intervalo mais curto, para a Coronavac, é de 21 dias. Mesmo durante as fases mais restritivas da quarentena, inclusive com a recomendação do governo do estado de que seja feito o escalonamento dos horários de trabalho para aliviar a demanda do transporte público, as cenas de aglomeração em estações e trens se repetem. Para passageiros, fica o receio de contaminação com o coronavírus. "Medo [da Covid-19] a gente tem, mas precisamos trabalhar. É impossível manter distanciamento", afirma a operadora de caixa Sheila da Silva, 44. Todo dia, ela sai da estação Corinthians-Itaquera (zona leste) em direção à Liberdade (centro). Nos dias em que a lotação é grande, ela prefere esperar dois ou três trens passarem até chegar um mais vazio. E com isso acaba se atrasando. Inicialmente, a vacinação dos funcionários do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) vai atender todos os operadores de trens, independentemente da idade. E serão imunizados também os funcionários da manutenção, segurança, limpeza e bilheteria a partir de 47 anos. De acordo com o secretário, a imunização dos cerca de 9.500 funcionários deve acontecer nas instalações das empresas. Um dos possíveis efeitos da diminuição do efetivo de trabalhadores no transporte metropolitano foi o aumento do intervalo entre os trens. A média diária de espera no horário de pico teve aumento de 47 segundos na linha 2-verde e de 1 minuto e 55 segundos na linha 15-prata. Nas linhas 1-azul e 3-vermelha, o intervalo se manteve estável. A linha verde foi a que teve a maior redução de trens em operação em 2020: oito a menos em horário de pico e 15 a menos em horário de vale. As linhas 1-azul e 3-vermelha chegaram a ter, em média, 10 e sete trens a menos operando no horário de vale. Os dados foram divulgados no relatório integrado do Metrô. Para o motorista Flávio Cavalcante, 49, seguir usando o metrô em plena pandemia é "complicado". "A gente vai se arriscando porque é muito grande a probabilidade de transmitir. Devia ter um intervalo menor entre os trens para diminuir a aglomeração." Metrô põe em operação trem com tratamento antiviral O Metrô passou a operar, na manhã desta terça-feira (20) um trem com "tratamento antiviral" na linha 3-vermelha. Por enquanto, não há estimativa de quando ou se o procedimento será ampliado para toda a frota. O tratamento inclui nebulização de uma solução com minúsculas partículas de prata em todo o interior do trem e no sistema de ar condicionado. Segundo o Metrô, a solução inativa o vírus que entrar em contato com a superfície por 15 dias, quando precisa ser reaplicada. Já os vidros das janelas e portas e os balaústres e pega-mãos foram cobertos com adesivos antivirais também à base de prata. Segundo o Metrô, se não houver dano à película, a proteção será permanente, demandando apenas a limpeza usual. Segundo o secretário Alexandre Baldy, o objetivo da ação é apresentar aos usuários e a empresas a técnica. Nas linhas 1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 15-prata, operadas pelo governo, há mais de cem trens em operação no horário de pico dos dias úteis. "Queremos buscar soluções que visam a contribuir para diminuir sensivelmente a contaminação cruzada da Covid-19 ou de outros vírus [no metrô]", afirma Baldy. Segundo ele, anualmente, o procedimento custaria cerca de R$ 16 mil por composição, o que daria um total de R$ 2,7 milhões para ser aplicado em toda a frota. Homem fica desacordado depois de abordagem de seguranças do Metrô Um homem que não teve a identidade divulgada desmaiou depois de ter sido contido por seguranças do Metrô na manhã desta terça-feira (20) na estação da Sé. O homem esperava o trem sentido Corinthians-Itaquera e, quando percebeu a presença do secretário dos Transportes Metropolitanos do estado, Alexandre Baldy, em outra plataforma, começou a fazer xingamentos. Ao ser abordado por seguranças, ele foi imobilizado no chão até ficar desacordado. Pessoas se acumularam ao redor gritando para que os seguranças permitissem que o homem respirasse --a reportagem não conseguiu ver qual técnica de imobilização foi utilizada. Em seguida, ele foi carregado inconsciente por quatro seguranças até a saída. Em nota, o Metrô de São Paulo afirma que o homem foi contido "por ter iniciado um tumulto". Segundo o texto, ele tentou agredir um agente de segurança. Após a ocorrência, ele foi encaminhado para o Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano), na Barra Funda. O Metrô afirma, ainda, que vai analisar a conduta dos agentes de segurança.

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