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Polícia do Rio faz operação contra bicheiro suspeito de liderar grupo de furto de petróleo

Por Folha de São Paulo

05/02/2025 11h30 — em
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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Rio de Janeiro faz nesta quarta-feira (5) uma operação de busca e apreensão contra Vinicius Pereira Drumond, apontado como contraventor do jogo do bicho e investigado sob a suspeita de liderar um suposto grupo que realiza furtos de petróleo no estado.

O objetivo do furto seria a produção clandestina de asfalto e borracha.

Ele é filho de Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho Drumond, contraventor morto em 2020. Luizinho foi presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) e patrono da Imperatriz Leopoldinense, escola de samba a qual a família Drumond ainda é vinculada.

A reportagem procurou o advogado vinculado a Vinicius em processos do Tribunal de Justiça, mas ele não respondeu às ligações.

Investigações da Promotoria do Rio de Janeiro e da polícia apontam que Vinicius é um dos herdeiros do espólio deixado por Luizinho no jogo do bicho e que faz parte de uma nova cúpula da contravenção, formada também por Rogério de Andrade, sobrinho de Castor de Andrade, morto em 1997.

Nesta quarta, a DDSD (Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados) cumpre mandados de busca e apreensão na residência de três alvos. Agentes também foram a depósitos e sedes de empresas.

Além de Vinicius, Franz Dias Costa e Mauro Pereira Gabry teriam envolvimento, segundo a polícia, com o esquema. Outros dois alvos da operação, eles possuem "histórico consolidado em esquemas de furto de combustíveis", segundo a polícia, e seriam responsáveis pela operação de furtos da Petrobras em cidades fluminenses. As defesas de Costa e Gabry não foram encontradas.

A investigação apontou que o grupo era dividido entre os responsáveis por perfurar os dutos, por transportar e armazenar o combustível e por monitorar ações policiais através de uma "rede de informantes", segundo nota da polícia.

O grupo também teria empresas de fachada e laranjas, responsáveis pela lavagem de dinheiro.

Os envolvidos perfuravam o solo em busca de dutos subterrâneos em diferentes cidades do Rio de Janeiro.

Para a polícia, a ação era financiada com recursos do jogo do bicho. O dinheiro era empregado para comprar equipamentos de perfuração de dutos, alugar veículos para o transporte dos combustíveis e pagar intermediários.

Em nota, a Polícia Civil afirma que Vinicius "já esteve relacionado a investigações anteriores da Polícia Civil, mas sua atuação sempre foi marcada pelo uso de 'laranjas' e intermediários para dificultar o rastreamento de suas atividades". Ele já foi indiciado em inquéritos policiais sob suspeita de envolvimento com a cúpula do jogo do bicho.

A investigação sobre furto de petróleo também apura a suposta relação de Vinicius com a morte de Rodrigo Marinho Crespo, em fevereiro de 2024. O advogado foi morto a tiros em frente à sede da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), no centro do Rio.

A relação, segundo a polícia, é que a locadora de veículos usada para facilitar o furto de petróleo é também a proprietária do veículo usado na morte de Crespo.

O crime teria relação com conflitos internos no jogo do bicho e uma suposta entrada de Crespo na contravenção. "O grupo não se limita a delitos financeiros, mas também está envolvido em crimes violentos", diz a investigação.

Vinicius possui em seu nome empresas de peças para automóveis e companhias de criação de cavalos e bois. Ele também é gestor do LPD Haras, que leva as iniciais do pai, e atua como diretor da Imperatriz Leopoldinense.


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