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Eleição 2024: a correria para ajustar acordos


Por Elizabeth Menezes

07/04/2024 17h34 — em
Ombudsman



Para atender as exigências da lei, os últimos acertos e ajustes para a eleição municipal deste ano aconteceram neste final de semana. O PDT, por exemplo, na quinta-feira anunciou apoio à reeleição do prefeito David Almeida (Avante), mas no sábado 6 mudou de ideia e decidiu se unir ao pré-candidato Roberto Cidade (União Brasil), presidente da Aleam Assembleia Legislativa do Amazonas). Cidade é do mesmo partido do governador Wilson Lima. Ao mesmo tempo, o ex-deputado Marcelo Ramos, que acabou de ingressar no PT a pedido do presidente Lula, já é o pré-candidato do partido. Com isso, outros petistas que pensavam disputar a prefeitura deixaram o caminho livre para Marcelo. Ou decidiram por outra alternativa. É o caso do ex-deputado federal Zé Ricardo, que buscará uma das 41 vagas na CMM (Câmara Municipal de Manaus).   

Dois outros casos de desistência à prefeitura de Manaus: o médico indígena Israel Tuyuka anunciou pré-candidatura a prefeito de São Gabriel da Cachoeira (a 852 km de Manaus), enquanto o Coronel Alfredo Menezes achou por bem concorrer a uma cadeira de vereador. Após desavenças com o presidente estadual do PL, Alfredo Nascimento, e sem apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro para ser candidato a prefeito, ou mesmo vice do deputado federal Alberto Neto (PL), o Coronel Menezes trocou o antigo partido pelo Progressistas. E passou a comandar o diretório municipal da sigla. Ainda em Manaus: na sexta-feira 5, o médico Isaac Tayah (DC) assumiu o cargo de vereador, no lugar de Antônio Peixoto (Agir), cujo mandato foi cassado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

A VOLTA DE ADAIL PINHEIRO 

Nem é preciso dizer que neste 2024 é ano de eleição municipal, portanto, aqui no Amazonas, eleitores dos 62 municípios escolherão novos prefeitos e vereadores (ou decidirão manter alguns dos atuais). Assim, o noticiário deste fim de semana dá conta de acontecimentos políticos de vários municípios, com certo destaque para Coari (a 363 km de Manaus. Outrora conhecido como a Terra da Banana, Coari passou a ser o município mais rico do estado, com o recebimento de royalties da Petrobras, pela exploração de petróleo e gás produzido no complexo de Urucu. Também é a cidade onde a família Pinheiro fincou raízes políticas, começando com o “patriarca”, Adail Pinheiro que, depois de alguns anos  afastado, pretende  voltar à prefeitura de Coari.  


No sábado 6, Adail Pinheiro (Republicanos) teve a pré-candidatura lançada. Do evento, conforme divulgado nos veículos de comunicação, participaram o presidente estadual do partido, o deputado federal Silas Câmara, o deputado federal Adail Filho e a deputada estadual Mayara Pinheiro. Além do prefeito Keiton Pinheiro, vereadores e apoiadores. Adail Filho e Mayara são filhos de Adail Pinheiro. Este último foi condenado, em 2014. Acusado de exploração sexual de crianças e adolescentes,ele chegou a ser preso (foi libertado em janeiro de 2017). O rumoroso caso chegou à imprensa nacional. Ele era prefeito de Coari e agora pretende retornar (seus advogados sustentam que a investigação sobre exploração sexual foi ilegal).

Faltam seis meses para a eleição municipal e até o momento das convenções partidárias, quando as candidaturas se tornam oficiais, podem surgir muitas surpresas. Na verdade, até depois das convenções. No meio das costumeiras e normais adequações para enfrentar o grande dia, pesquisas de opinião serão mais frequentes, provocando as discussões de sempre. Campanha nas ruas, horário eleitoral, debates na televisão, tudo isso faz parte do processo próprio da democracia, momento em que a população tem o poder de escolher seus representantes. Pode haver dúvidas sobre a liberdade de escolha, se a vitória de um candidato depende de mais tempo na TV ou maior número de partidos coligados, mas não dá para negar a democracia. “Ganhará o que for o mais honesto com a sociedade”, opina o diretor-geral deste portal.   

Hoje é Dia do Jornalista. Parabéns a todos os profissionais dessa categoria que, nem sempre, são compreendidos. Inclusive, quando aqueles que morrem durante guerras que eles não provocaram, não passam de simples números. “Durante o bombardeio, morreram dois jornalistas (ou três ou mais)” é o que se lê ou escuta.      

Só que os ainda vivos continuarão cumprindo a tarefa de mostrar os fatos para o restante do mundo.

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Elizabeth Menezes, jornalista formada pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas), repórter em jornais de Manaus, a exemplo de A Notícia, A Crítica e Amazonas em Tempo. Também trabalhou na assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa.

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