Compartilhe este texto

A disputa pelo governo do Amazonas: quem se antecipa pode chegar primeiro


Por Raimundo de Holanda

18/02/2026 10h00 — em
Bastidores da Política


  • A eleição já está em andamento. No Amazonas, quem precisa montar alianças, organizar base territorial e estruturar candidatura não trabalha com o relógio do tempo, mas com o da estratégia. O jogo começa antes — e quem entende isso se move primeiro.
  • Quando uma pré-candidatura se antecipa, o efeito não fica restrito ao anúncio. Ela ocupa espaço, pauta o debate e força os demais atores a saírem da espera.
  • Em política, tempo é poder. Quem define o ritmo costuma obrigar os outros a se posicionarem mais cedo do que planejavam. Esse tipo de movimento também altera alianças.

Lideranças regionais, partidos e grupos locais começam a recalcular posições. Apoios que pareciam estáveis passam a ser reavaliados. Projetos que estavam alinhados podem se fragmentar. O ambiente deixa de ser previsível. 

O eleitor percebe essas mudanças, mesmo que não acompanhe cada detalhe dos bastidores. Ele sente quando há reorganização, quando antigos alinhamentos se desfazem e quando novas disputas se formam. 

A política muda de temperatura antes mesmo de a campanha começar oficialmente. No Amazonas, onde capital e interior exercem pesos distintos e a estrutura administrativa influencia o cenário, ninguém permanece parado quando um ator relevante avança. 2026 já produz efeitos concretos — não nas urnas, ainda, mas na rearrumação silenciosa do tabuleiro

Siga-nos no

ASSUNTOS: Amazonas, eleiçoes 2026, governador, pré-candidatos

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.