Pré-candidatos ao governo do Amazonas que jogam a toalha
- A eleição de 2026 já começou nos bastidores do Amazonas. E um fato precisa ser reconhecido: nem toda pré-candidatura nasce para ir até o fim
- Parte delas também cumpre outro papel — fortalecer posição, abrir espaço de negociação e ampliar influência dentro do jogo político. Isso não é novidade.
- Em eleições anteriores, nomes lançados com discurso firme acabaram compondo outras chapas ou integrando alianças diferentes daquelas anunciadas no início.
- A política majoritária no estado raramente termina com o mesmo desenho com que começa.
Lançar uma pré-candidatura é uma forma de ocupar o debate, medir força nas pesquisas e ganhar poder de barganha. É estratégia. Faz parte do funcionamento do sistema. Mas também gera uma expectativa no eleitor, que muitas vezes vê o anúncio como compromisso definitivo.
Por isso, o cenário atual, com alguns polos visíveis, pode ainda sofrer ajustes. Algumas candidaturas tendem a se consolidar; outras podem se fundir ou mudar de rumo conforme as negociações avancem. A disputa começa ampla e, ao longo do caminho, vai se organizando.
2026, no Amazonas, já produz movimento antes mesmo da campanha oficial. E entender essa dinâmica é essencial para não confundir anúncio com definição. O jogo está aberto — mas ainda está em formação.
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.