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A morte que mobilizou a mídia no AM


Por Elizabeth Menezes

09/06/2024 21h31 — em
Ombudsman



A morte da ex-sinhazinha Djidja, do Boi Garantido, no dia 28 de maio, teve ampla cobertura dos veículos de comunicação locais e também nacionais, porque cercada de mistério, no início. Logo vieram muitas versões, incluindo consumo de drogas, estupro, seita com o nome de “Pai, Mãe, Vida”, que resultaram em prisão da mãe e do irmão daquela que, na certidão de nascimento, era Dilemar Cardoso Carlos da Silva. No mesmo dia morreu o ex-deputado federal Arthur Bisneto, filho do ex-senador Arthur Neto, figura muito conhecida no mundo político, mas o caso da ex-sinhazinha atraiu quase a total atenção da mídia. Este portal é um exemplo. Talvez nenhum outro assunto tenha sido tão divulgado até aqui. Registre-se a velocidade da divulgação das notícias sobre o caso.  

Já no final deste domingo 2, a coluna anotou as duas últimas. Às 17h03, a seguinte manchete: “Mãe e irmão de Djidja têm crise de abstinência em presídio”. Às 17h35, outra manchete: “Veja o que diz o laudo preliminar sobre a morte da ex-sinhazinha Djidja”. Na primeira, era a informação da advogada Lidiane Roque, prestada durante uma entrevista. Segundo a advogada, a mãe (Cleusimar) e o irmão (Ademar) estavam sofrendo com a crise de abstinência nos presídios onde estão.  “Cleusimar ficou em estado mais crítico devido à dependência”, lê-se no texto. Na segunda matéria é dito que Djidja “morreu após uma depressão respiratória e cardíaca de origem no sistema nervoso central de causa indeterminada”. Porém, “o laudo não descarta o uso de drogas ilícitas ou medicações psiquiátricas em excesso como possíveis causas da morte”. Percebe-se, portanto, que ainda falta muito para esclarecer sobre esse caso. 

Algumas manchetes deste portal, desde que a morte foi anunciada, dão uma ideia do que ainda pode vir. “Polícia investiga morte de Djidja Cardoso, ex-Sinhazinha do Boi Garantido”; “Djidja Cardoso morreu de overdose em Manaus, afirma inquérito policial”; “Irmão e mãe de Djidja acreditavam ser Jesus e Maria em seita que drogava funcionários com Ketamina”; “Caso Dijdja: cabeleleiro suspeito de integrar seita se entrega à polícia; vídeo”; “Livro usado como ´manual´ e apreendido com a família de Djidja Cardoso em Manaus”; Justiça mantém prisões de funcionários e família de Djidja Cardoso”; “Polícia vai investigar se avó de Djidja foi drogada antes de morrer”; “Advogada quer família de Djidja internada e diz que ´prisão os salvou da morte´”; “Dezenas de anestésicos cirúrgicos são apreendidos em salão de Djidja no Vieiralves”; “Polícia faz apreensões em clínica suspeita de fornecer droga para seita da família de Djidja”.

É preciso dizer: o material divulgado neste portal, sobre a morte da ex-sinhazinha Djidja, mostra o cuidado da Redação com os textos produzidos. Aquela informação a mais, que “obriga” o repórter a tornar o texto mais consistente, pode ser verificado em mais de uma notícia a respeito desse assunto. Quem ganha é o leitor, que tem o direito de receber a melhor informação. Daí a necessidade de todo o esforço na hora de produzir a informação.

Parabéns à Redação!

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Elizabeth Menezes, jornalista formada pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas), repórter em jornais de Manaus, a exemplo de A Notícia, A Crítica e Amazonas em Tempo. Também trabalhou na assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa.

E-mail: [email protected]

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