Artur representa contra Vanessa por crime eleitoral

Artur representa contra Vanessa por crime eleitoral

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13/09/2012 20h03 — em Manaus

A assessoria jurídica da coligação “O Futuro é Agora” vai entrar com representação junto ao Ministério Público Eleitoral para que ele investigue o suposto ataque feito à candidata comunista Vanessa Grazziotin na noite de terça-feira, 11, na entrada do debate da TV Em Tempo. Vai também entregar uma petição ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral e à Corregedoria do Tribunal Eleitoral pedindo que investigue se não houve crime eleitoral no que ele classificou de “farsa” montada pela candidata e seus marqueteiros, neste episódio.


Artur convocou uma coletiva hoje para denunciar a farsa, com fotografias que registram praticamente todos os momentos da chegada da candidata ao local do debate que mostram, claramente, que ela não foi atingida por ovos, como foi divulgado na imprensa local e em portais nacionais e ela mesma havia anunciado na noite do incidente e em sessão do Senado, ontem.

As fotos mostram que a candidata tinha confetes grudados em sua testa e não resíduos de um ovo, além de não haver em suas roupas e cabelos quaisquer indícios de que ela tenha sido alvo de atiradores de ovos. Ele também mostrou as fotos que indicam que no momento de sua chegada, Vanessa estava blindada por seguranças, assessores e cabos eleitorais dela. A militância de Artur estava bem distante do local.

Ele comparou o caso da cusparada ao Plano Cohen, quando, em 1937 o chefe do Estado-Maior do exército brasileiro, general Góes Monteiro declarou que havia descoberto uma tentativa de golpe do Partido Comunista Brasileiro contra o governo de Getúlio Vargas. A imprensa divulgou com alarde a descoberta do plano e esse quadro possibilitou a Vargas baixar o decreto que criou o regime de exceção no Brasil. O candidato lembrou também da farsa do goleiro chileno Roberto Rojas que, numa eliminatória da Copa contra o Brasil, cortou o próprio rosto para simular uma agressão.

“São muitas coisas suspeitas nessas fotos”, disse Artur, apontando, por exemplo, que os assessores da candidata estão totalmente tranquilos nas primeiras imagens e só depois que surgiu o marqueteiro da campanha é que se preocuparam em atendê-la.

Artur destacou ainda a tentativa de polemizar um ato isolado, transformando-o em suposta agressão a todas as mulheres: “Agressão contra mulher é o que foi feito com a deputada Rebecca Garcia nesta eleição”, alfinetou Artur, referindo-se ao fato de a deputada federal ter sido pressionada a desistir de sua candidatura.

Outro destaque apontado por Artur foi o fato de que a candidata comunista não fez nenhuma referência à suposta agressão, quando começou o debate: “se fosse eu, teria feito um escândalo denunciando”, afirmou.

Várias outras contradições da candidata foram apontadas, como o fato de primeiro ela ter falado em ataque com ovos, depois a queixa foi apresentada como cuspe. “O fato é que as fotos mostram que não houve ovos, nem cuspe”.  Um arquivo digital com os originais de todas as imagens apresentadas foi entregue aos jornalistas.

Artur definiu a ação da coligação adversária como uma “tentativa sórdida” de atacar sua candidatura para tentar impedir o crescimento que é constante e fez um apelo aos jornalistas e proprietários de veículos de comunicação: “Exerçam, com a legitimidade que lhes cabe, a liberdade de expressão. Que todos deem espaço ao contraditório e que ouçam a outra parte”, disse, referindo-se ao fato de que o ataque a Vanessa mereceu amplo destaque.
 

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