Peixe venenoso capturado em Fernando de Noronha acende alerta de ambiental
A captura do quinto peixe-leão em águas brasileiras, espécie invasora e venenosa, acende alerta por conta dos riscos para a população e para o meio ambiente. Esse é o terceiro capturado só neste mês de agosto.
De acordo com a bióloga Clara Buck, da Universidade Federal Fluminense (UFF), o peixe-leão, da espécie Pterois volitans tem espinhos venenosos, que contêm uma toxina capaz de causar febre, vermelhidão e até convulsões aos seres humano.
Até agora, dessa espécie de peixe, dois foram capturados no litoral de Arraial do Cabo, no Estado do Rio, um em Fernando de Noronha, Estado de Pernambuco e dois no Estado do Amapá.
Ambientalistas do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), afirmam que a presença do peixe nas águas brasileiras não é um caso isolado e representa perigo.
Desde a captura de um desses peixes em dezembro do ano passado, o ICMBio pediu aos órgãos ambientais a notificação da presença do animal.
A chefe do instituto, Carla Gaitanale, afirmou que nova captura confirma que os registros anteriores não foram casos isolados, por isso é importante e necessário o monitoramento do peixe invasor, assim como o seguimento de protocolos para a captura dele.
O peixe-leão capturado em agosto foi encontrado numa profundidade de 27 metros, ao norte da Praia da Conceição, região que faz parte Área de Proteção Ambiental (APA).
O animal estava em repouso sobre uma pequena fenda rochosa, coberta por algas, a temperatura da água era de 27°C.
SITUAÇÃO CRÍTICA
Para os especialistas, a situação é crítica por indicar existir uma população da espécie nos recifes profundos, conforme destacou o diretor do Projeto de Conservação Recifal e o doutor em biologia marinha, Pedro Pereira.
O peixe retirado para estudo tinha 12 centímetros por estar na fase juvenil. Esses peixes podem ter vindo do Caribe e provavelmente foram descartados de algum criador, avaliam pesquisadores, destacando o acerto de medidas no Brasil como comunicação, educação ambiental, capacitação, remoção dos bichos e mapeamento da área.
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