Conheça a origem das gravatas; criação disputada por egípcios e croatas

Por Portal do Holanda

03/09/2021 13h48 — em Curiosidades

Foto Ilustrativa: Pixabay

Historicamente, diz-se que a primeira utilização de um tecido de forma semelhante à uma gravata ocorreu entre os egípcios, identificado como ‘Nó de Ísis’. Mas a gravata como se conhece hoje teria sido inventada pelos croatas.

E o acessório da vestimenta masculina é considerado tão importante que existe até o Dia da Gravata, que é  em 18 de outubro.

A origem da gravata vem do uso, pelos soldados croatas, de cachecóis amarrados no pescoço para se identificar por volta do século XVII. Mas quando alguns deles em atividades mercenárias começaram a atuar na França, levaram a moda que pegou e foi adotada pelo rei francês Luís XV, tornando o acessório conhecido na Europa.

Um detalhe que chama a atenção é que a palavra francesa para gravata, cravat, teria vindo da pronúncia francesa do gentílico dos croatas, hrvat. Mas a origem dela está mesmo em outro continente.

AMULETO

Arqueólogos já identificaram em torno do pescoço de múmias egípcias o que chamaram de amuleto conhecido como “Nó de Ísis”, em egípcio "tit", que representa o ‘sangue da deusa’.

Esse objeto, cuja função seria proteger o finado dos “perigos da eternidade", era confeccionado de cornalina, jaspe ou vidro vermelho, tendo a forma de um cordão arrematado com um nó.

Há também registro de outra possível origem da gravata há milhares de anos, quando os guerreiros do imperador chinês Shih Huang Ti usavam um cachecol com um nó em volta do pescoço. Esse uso era símbolo de status e de elite entre as tropas, de forma semelhante à gravata hoje conhecida.

Os romanos também reivindicam o título de pioneiros do uso da gravata, como ilustra a famosa coluna de Trajano, onde pode ser visualizada na altura do pescoço, uma peça semelhante à gravata, conhecida como focale.

Mas acredita-se que este acessório tenha sido utilizado pelos oradores romanos com o objetivo de aquecer suas gargantas.

O livro francês “La Grande Histoire de la Cravate” (Flamarion, Paris, 1994), faz o registro dos cachecóis croatas como origem do adereço adotado pelos franceses.

Durante a Guerra dos Trinta Anos (1618 e 1648) os soldados croatas usavam pedaços de tecidos atados ao pescoço com distintivos laços, o que causou enorme alvoroço em toda a sociedade parisiense. O acessório era de tecido rústico para os soldados e de algodão ou seda para os superiores, quando o adotaram.

Para finalizar, cita-se as dezenas de tipos de nós dados no adereço que diferencia países e culturas, entre os quais os mais conhecidos são o nó de Windsor, o meio-Windsor, o nó-americano ("Four-in-Hand") e o nó de Shelby, também conhecido como nó de Pratt.

 O curioso é que o nó de gravata mais simples possível é pouco conhecido. É chamado, na análise de Fink e Mao, "nó 3.1" e, pelos franceses, "Petit Noeud".


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