O peso das regras ambientais
Quando se fala em clima e meio ambiente, parece que todo mundo polui igual e que o problema é de todos na mesma medida. Mas não é assim. O peso das regras e das restrições acaba caindo sobre lugares como a Amazônia.
O resultado é uma região parada. A floresta vale muito, o mundo inteiro reconhece isso, mas esse valor não vira renda, não vira emprego e não se transforma em melhoria de vida para quem mora aqui.
Até o projeto de carbono, que muita gente aponta como solução para gerar dinheiro sem derrubar uma árvore, está travado. Virou mais uma disputa judicial, como tantas outras. Estrada não anda, obra não anda, projeto sustentável não anda. Tudo acaba no mesmo lugar: processo, discussão e paralisação.
Enquanto isso, quem mais polui continua poluindo. Os grandes ricos do mundo seguem consumindo sem limite, viajando de jato, vivendo sem restrição. A conta não chega para eles. A pressão cai sobre a floresta e sobre quem vive nela, como se o problema estivesse em quem preserva, e não em quem destrói.
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ASSUNTOS: Amazonas, Amazônia, meio ambiente
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.