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Alvoroço de multidões fez execução de bandidos por guilhotina ser proibida

Alvoroço de multidões fez execução de bandidos por guilhotina ser proibida
Alvoroço de multidões fez execução de bandidos por guilhotina ser proibida

Após ser condenado pelo assassinato de seis pessoas, o alemão Eugen Weidmann foi o último criminoso executado em público com a famosa guilhotina, equipamento usado na França até o início do século passado.

Weidmann foi guilhotinado em 17 de junho de 1939, em Versalhes, no exterior da prisão Saint-Pierre, fato comum até então, com as pessoas indo à loucura diante do espetáculo. Por conta do alvoroço, o local da sentença teve que ser alterado e seu cumprimento, adiado em várias horas.

As execuções públicas com guilhotina tornaram-se comuns durante a Revolução Francesa (1789 a 1799), quando as multidões se reuniam para ver, literalmente, cabeças rolando em praça pública.

Esse comportamento “histérico” dos espectadores durante a execução de Eugen, levou o presidente da república da época, Albert Lebrun, convencer o governo a proceder às execuções no interior da prisão onde se encontrava o condenado à morte, longe das possíveis “emoções populares”.

A utilização da guilhotina para execuções no interior das prisões  continuou, embora cada vez mais raras, até o dia 10 de setembro de 1977, quando foi executado Hamida Djandoubi.

A pena de morte foi abolida na França em 30 de setembro de 1981, por meio de um decreto do então presidente François Mitterrand.

ASSASSINO CONFESSO

Eugen Weidmann foi condenado à morte depois de confessar o assassinato de seis pessoas. Teria começado a roubar quando ainda era menino, após perder a família na Primeira Guerra Mundial e com o tempo, aumentou a gravidade dos delitos, o que o levou a ficar preso cinco anos na Alemanha.

Na prisão, fez amizade com Roger Million e Jean Blanc e ao sair da cadeia, decidiram ir para a França sequestrar turistas ricos, mas não tiveram sucesso.

Em 1937, Eugen e os comparsas raptaram uma jovem socialite de Nova York chamada Jean de Koven, que visitava familiares em Paris. Aos 22 anos, a moça acabou sendo assassinada pelos criminosos antes que o pagamento do resgate fosse realizado.

O trio matou outras cinco pessoas nos arredores de Paris, naquele ano de  1937, após roubá-las.

Eugen foi preso quando esqueceu um cartão de visita no escritório de uma das vítimas, Raymond Lesobre e a polícia seguiu a pista. Sua captura foi difícil, porque ela era agressivo e trocou tiros com os policiais. Chegou a levar algumas marteladas na cabeça para ser controlado.

Após confessar os crimes, Eugen foi julgado juntamente com seus comparsas por uma corte em Versailles. Mas Jean Blanc e Roger Million foram sentenciados à prisão perpétua, enquanto ele foi o único a ser condenado à execução em praça pública na guilhotina.

Para o governo, a decapitação pública deveria servir de exemplo e desencorajar a criminalidade na França. Mas com a reação histérica na decapitação de Eugen, o governo mudou de ideia até abolir totalmente a pena de morte.

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