Diarista é espancada após reagir à cantada

Mãe de três filhos, a diarista Michelle Ferreira Ventura, de 30 anos, foi brutalmente espancada por um homem, no final da noite de domingo, na Ilha da Conceição, em Niterói. A mulher, que permanece internada em estado gravíssimo, foi agredida à pauladas, somente por reclamar das cantadas pejorativas que o acusado fazia rotineiramente.
De acordo com testemunhas, Michelle passava pela Travessa Crispin, por volta das 23hrs, quando o acusado fez comentários maldosos. Indignada, ela respondeu ao homem, que não aceitou ser questionado e deu um soco na vítima. Já caída e desacordada Michelle continuou sendo agredida com um pedaço de madeira. A maioria dos golpes acertaram o rosto da vítima.
O acusado, conforme informações, pertence ao tráfico da região e estava acompanhado da esposa no momento das agressões. Por medo de represálias, as testemunhas preferiram não interferir na ação. "O pai dela foi avisado e correu para o local. Ele já falava besteira para ela há muito tempo. Dessa vez ela foi tirar satisfação", contou uma das irmãs da vítima que, por medo, preferiu não se identificar.
Michelle foi socorrida pelo pai e por populares e encaminhada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, onde passou por uma cirurgia neurológica. A vítima sofreu traumatismo craniano e permanece em coma induzido no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da unidade de saúde.
"Eu confio muito em Deus e tenho fé que ela vai se recuperar. Não desejo nada de ruim para ele, pois sei que no tempo de Deus todo mundo vai pagar. Mas, ele não tem direito de tentar tirar a vida de ninguém", finalizou a irmã da vítima.
Investigação - Embora familiares e testemunhas apontem um acusado, agentes da Delegacia de Atendimento a Mulher (DEAM) de Niterói, aguardam alguns depoimentos e resultados de laudos para avançarem com as investigações. "Nesse momento eu dependo de algumas peças técnicas para que outras providencias sejam tomadas. Já estou propensa a capitular o caso como homicídio tentado", explicou Alrian Fernandes, delegada titular da especializada e responsável pelas investigações. A polícia pede que testemunhas do caso procurem a delegacia.
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