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saúde do homem

Check up urológico é recomendado para homens a partir dos 45 anos

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Manaus/AM -  Com o avanço da idade e a correria do dia a dia, fica cada vez mais evidente o quão necessário é saber se programar para garantir mais qualidade de vida e saúde. Assim, pode-se evitar que problemas controláveis, evoluam para casos críticos, com conseqüências às vezes irreversíveis.

A análise é do cirurgião urologista, Dr. Giuseppe Figliuolo. Nesse contexto, ele explica que, quando se trata da população masculina, o check up anual, a partir dos 45 anos, é a forma mais fácil de detecção precoce de diversas alterações que, quando diagnosticadas tardiamente, podem comprometer o desempenho do aparelho urinário, a vida sexual e até o convívio social.

“Estamos no século 21 e ainda lutamos para sensibilizar os homens da importância de se cuidar. Alertamos que, quando mais cedo descobrimos certas patologias, maiores são as chances de sucesso nos tratamentos”, frisou.

Membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), seccional Amazonas, Figliuolo explica que, no caso da urologia, a preocupação a partir dessa idade está voltada para os aparelhos urinário e reprodutor. As alterações mais comuns são: câncer de próstata e hiperplasia prostática benigna.

Câncer de próstata

O câncer de próstata é o tipo de neoplasia maligna mais comum entre os homens e está diretamente relacionado ao envelhecimento da população. Figliuolo explica que a próstata é uma pequena glândula, responsável por produzir o sêmen. Com o avanço da idade, ela pode apresentar alterações benignas ou malignas e, no caso do câncer, pode-se dizer que boa parte dos casos ocorra de forma lenta e assintomática. Se a doença for descoberta na fase inicial, as chances de sucesso durante a terapia são de até 90%.

“Mas, ainda é comum nos depararmos com pessoas com doença em estágio avançado, que deixaram de buscar ajuda médica. Como o câncer não apresenta sinais no início, é difícil que o homem perceba que há algo de errado. Com o passar dos anos, sinais como dificuldade ao urinar, dores na região pélvica e no abdome começam a aparecer, o que indica que o quadro já está mais agravado”.

O diagnóstico é feito através de exames de rotina (toque retal e PSA – sangue), biópsia e exames complementares de imagem. Os tratamentos são indicados de acordo com o estadiamento da doença (dimensão). Se está localizada, as chances de se realizar um procedimento minimamente invasivo, como a videolaparoscopia, são grandes. “Com esse tipo de cirurgia, que ocorre através de micro-incisões, o auxílio de pinças e de uma micro-câmera, é possível manter a potência sexual do indivíduo e até evitar seqüelas como a incontinência urinária”, defendeu.

Já nos casos mais avançados, com a disseminação da doença para outras partes do corpo, pode haver a indicação de cirurgias mais agressivas e a combinação de outros tratamentos, como a radioterapia e até quimioterapia.

Hiperplasia benigna prostática

A hiperplasia benigna prostática (HBP) é caracterizada, principalmente, pelo aumento do volume da próstata, o que pode causar desconforto, retenção ou incontinência urinária, dores ao urinar, sangramento, obstruções, infecções urinárias de repetição e também exigir o uso de sonda vesical.

“Os tratamentos podem ser minimamente invasivos, com técnicas endoscópicas (sem cortes), tecnologia a laser e plasma vaporização”, explicou Giuseppe Figliuolo. A técnica de plasma vaporização é feita através da aplicação de gás à próstata, de forma segura e eficiente, sem cortes, com menor risco de sangramento e recuperação rápida. Após o tratamento, o paciente precisa continuar passando por controle, para garantir que novas alterações voltem a ocorrer, eventualmente.

Exames para check up urológico anual

- PSA (Antígeno Prostático Masculino)

- Toque retal

- Hemograma completo

- Urina

- Fezes - avaliar parasitose intestinal

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