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STF afasta eficácia automática de leis estrangeiras no Brasil após sanção a Moraes

Por Portal Do Holanda

18/08/2025 19h33 — em
Brasil


Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

O ministro Flávio Dino, do STF, decidiu nesta segunda-feira (28) que sanções e decisões judiciais de outros países não podem produzir efeitos no Brasil sem análise prévia de autoridade brasileira. A medida ganha destaque após o ministro Alexandre de Moraes ser incluído pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump em sanções da Lei Magnitsky, aplicadas a quem, segundo os EUA, viola direitos humanos, em meio a acusações de perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.

Segundo Dino, nenhuma lei, ordem executiva ou decisão estrangeira pode atingir pessoas, empresas ou contratos no Brasil sem homologação por órgão competente nacional. Qualquer descumprimento da regra “constitui ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes”, escreveu o ministro, garantindo proteção do país contra imposições externas.

“Diferentes tipos de protecionismos e de neocolonialismos são utilizados contra os povos mais frágeis, sem diálogos bilaterais adequados ou submissão a instâncias supranacionais”, destacou Dino, afirmando que o Brasil tem sido alvo de sanções e ameaças que buscam impor pensamentos e decisões externas, inclusive contra autoridades que investigam aliados de Bolsonaro.

O ministro determinou a notificação do Banco Central, da Febraban, da CNF e da CNseg, deixando claro que qualquer transação, bloqueio de ativos ou transferência internacional só poderá ocorrer mediante autorização do STF. Dino também ressaltou que cidadãos prejudicados por imposições estrangeiras podem acionar diretamente a Corte e anunciou a convocação de uma audiência pública sobre o tema.


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O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

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