Armas falham e jovem sobrevive a execução à queima-roupa no Ceará
Um jovem de 19 anos, identificado como Guilherme, sobreviveu a uma tentativa de homicídio na tarde da última quarta-feira (4), na zona rural de Ibiapina, na Serra da Ibiapaba. O ataque, registrado por câmeras de segurança, chamou a atenção pela falha mecânica das armas utilizadas pelos criminosos. A vítima foi perseguida por dois homens que estavam escondidos em um matagal e, ao ser atingida por um disparo nas costas, caiu ao solo, momento em que os agressores tentaram finalizar a execução sem sucesso imediato.
As imagens do circuito de segurança revelam o momento dramático em que os suspeitos cercam o jovem caído. Um dos atiradores tentou disparar diversas vezes à queima-roupa, mas sua arma travou, fazendo com que ele desistisse da ação e fugisse do local. No entanto, o segundo cúmplice conseguiu destravar o armamento e efetuou mais três disparos contra a vítima antes de também empreender fuga. Guilherme foi socorrido em estado grave e transferido para o hospital de Tianguá, onde permanece internado.
A motivação do crime ainda é investigada pela Polícia Civil do Ceará, mas o áudio das gravações traz um detalhe relevante para o inquérito. No vídeo, é possível ouvir o jovem gritando desesperadamente que não possui envolvimento com facções criminosas. "É possível ouvir a vítima gritando que não pertence e não é ligada a nenhuma facção criminosa", destacou a reportagem local, indicando que a principal linha de investigação sugere que Guilherme pode ter sido alvo de um erro de identificação por parte dos grupos armados da região.
Até o momento, nenhum dos suspeitos foi localizado ou identificado pelas autoridades. A polícia segue analisando as imagens das câmeras de monitoramento para tentar traçar a rota de fuga da dupla. Enquanto isso, a comunidade de Ibiapina segue em alerta com a violência na zona rural. Conforme as últimas informações oficiais, o caso foi registrado como tentativa de homicídio e "será investigado para esclarecer a motivação do crime", visando confirmar se a hipótese de confusão entre grupos rivais procede.
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